Um dia, no meu trabalho, uma amiga compartilhava uma história pessoal e disse algo que me marcou profundamente:
“Nós não devemos estereotipar as pessoas. Eu cresci sendo rotulada de tímida e só consegui mudar isso quando me tornei mãe.”
Aquela frase ficou ecoando em mim, porque, de alguma forma, todos nós fomos taxados na infância, recebemos rótulos que, muitas vezes, carregamos por toda a vida.
Quando digo que as gerações precisam ser cada vez melhores umas que as outras, penso exatamente nisso.
Por exemplo: se minha filha é desorganizada, eu preciso aprender a corrigir o comportamento sem rotulá-la.
Não dizer: “Você é bagunceira”, mas sim: “Filha, seu quarto está bagunçado. Arrume agora, por favor.”
Parece um exemplo simples, mas há rótulos muito mais sérios e profundos.
E a verdade é que a infância é o chão sobre o qual caminhamos por toda a vida,
como bem disse a escritora Lya Luft.
Uma dica : antes de corrigir uma criança (ou até um adulto), troque o “você é” por “você fez”.
Assim, você ensina sem ferir e ajuda o outro a crescer sem carregar um rótulo.
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