Eu já convivi e trabalhei com uma pessoa desse jeito. E, com o tempo, fui percebendo um padrão muito claro:
de longe, ela te ama. Mas, de perto, ela te odeia.
Quando você está distante, ela fala bem de você, elogia, diz que sente saudade, demonstra carinho e admiração. Mas basta a convivência se aproximar para tudo mudar.
A competição aparece. As críticas começam. As indiretas surgem. E aquilo que parecia amor vai se transformando em desconforto, controle e até crueldade emocional.
O narcisista costuma admirar aquilo que ele não consegue ser. Por isso, no início, ele se aproxima da sua luz, da sua força, da sua autenticidade. Mas, com o tempo, em vez de celebrar suas qualidades, ele passa a se incomodar com elas.
Seu brilho vira ameaça. Sua felicidade incomoda. Sua independência irrita. E sua capacidade de ser amado por outras pessoas desperta nele uma necessidade constante de diminuir você. É por isso que muitas vezes essas pessoas alternam entre carinho e frieza.
Num dia, fazem você se sentir especial. No outro, te tratam com indiferença, ironia ou desprezo. E essa confusão emocional vai desgastando quem está por perto. O mais difícil é que o narcisista raramente mostra sua verdadeira face para todo mundo.
Em público, pode parecer gentil, generoso, educado e até admirável. Mas, na intimidade, manipula, desvaloriza e faz o outro duvidar de si mesmo. E quem convive com alguém assim começa, aos poucos, a perder a própria confiança. Passa a medir palavras. A se culpar por tudo. A tentar agradar o tempo inteiro para evitar conflitos. Até perceber que nada nunca é suficiente.
Porque o problema nunca foi você. O problema é a necessidade que algumas pessoas têm de controlar, competir e alimentar o próprio ego às custas da paz dos outros.
Demorei para entender que existem pessoas que não sabem amar sem disputar. Não sabem admirar sem invejar. E não conseguem ver alguém feliz sem sentir necessidade de apagar aquela felicidade. Por isso, se você convive com alguém assim, não ignore os sinais. Confie naquilo que você sente.
Pare de justificar atitudes que machucam você. E, principalmente, não diminua sua luz para caber no ego de ninguém. Quem ama de verdade não tenta apagar você. Não disputa com você. Não sente raiva da sua felicidade. Quem ama de verdade apoia, protege, vibra junto e faz você se sentir em paz , não em constante tensão.
Aprenda a se afastar de ambientes e pessoas que fazem você duvidar do seu valor. Sua saúde emocional vale mais do que qualquer vínculo baseado em manipulação, culpa ou medo. E nunca esqueça: o amor saudável aproxima.
O amor doentio controla. E o falso amor do narcisista sempre acaba revelando mais sobre a dor dele do que sobre o seu valor.
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