O poder paralisador do “se”

O “e se” pode alimentar o medo, mas também pode ser o começo de uma mudança.

Por: Ticiana Duailibe | coluna Palco e Vida
08/09/2026 às 10h34 Atualizada em 08/09/2026 às 11h02

 

E se eu não tentar? A gente costuma perguntar:

“E se der errado?”
“E se eu não conseguir?”
“E se não for como eu imaginei?”
“E se eu me arrepender?”

Mas quase nunca pergunta:

“E se der certo?”
“E se eu conseguir?”
“E se essa for a oportunidade que eu estava esperando?”
“E se, depois de tentar, eu descobrir que sou muito mais capaz do que imaginava?”

O “se” é uma palavrinha pequena, mas pode ocupar um espaço enorme dentro da nossa cabeça.

Ele é um dos maiores aliados da ansiedade porque nos faz viver situações que ainda nem aconteceram.

A gente sofre antecipadamente por possibilidades, cria cenários, imagina fracassos, rejeições, perdas… e, muitas vezes, desiste antes mesmo de começar.

O medo todo mundo tem. Eu tenho, você tem e todo mundo tem. A diferença talvez esteja no que fazemos com ele.

Porque coragem não é ausência de medo. Coragem é sentir medo e, ainda assim, seguir.

O medo pode até sentar no banco do passageiro. Só não pode assumir o volante.

Quantas coisas a gente deixou de viver porque ficou preso no “e se”?
Quantos sonhos foram adiados?
Quantas oportunidades foram recusadas?
Quantas vezes dissemos “não é a hora” quando, na verdade, estávamos apenas com medo?

É claro que nem toda tentativa vai dar certo. Nem todo caminho vai terminar como planejamos. Algumas escolhas vão nos ensinar pela dor, outras pela alegria. Algumas portas vão se fechar.

Mas existe uma coisa que só acontece quando a gente tenta: a possibilidade de dar certo. Talvez seja justamente aí que esteja a grande armadilha do “se”. Ele nos convence de que não fazer nada é mais seguro.

Só que não fazer nada também é uma escolha. Muitas vezes, é a escolha que mais pesa depois.
Porque fracassar tentando pode doer. Mas viver imaginando “como teria sido se eu tivesse tentado?” também dói.

Por isso, hoje eu tento trocar algumas perguntas. Em vez de “e se der errado?”, penso:

“E se eu aprender?”
Em vez de “e se eu não conseguir?”, penso:
“E se eu conseguir?”
Em vez de “e se eu me arrepender?”, penso:
“E se eu me arrepender de nunca ter tentado?”

A vida não oferece garantias. A gente nunca vai ter certeza absoluta de que uma escolha vai funcionar. Talvez, amadurecer seja justamente entender que não precisamos de todas as respostas para dar o primeiro passo.

Às vezes, precisamos apenas de coragem suficiente para começar. Tem uma coisa que eu aprendi: o medo quer certeza. A vida pede movimento.

Então, se existe alguma coisa que você deseja muito, mas está adiando por causa do medo, talvez hoje seja um bom dia para se perguntar:

E se eu tentar? E se der certo? E se essa porta for exatamente a que você precisava abrir?
E se, do outro lado desse medo, existir uma versão sua muito mais feliz, mais forte e mais realizada?

Não deixe que uma possibilidade negativa roube de você uma possibilidade maravilhosa. Porque, no fim, talvez a pergunta mais importante não seja:

“E se der errado?” Mas sim: “E se eu nunca tentar?”

Que o nosso medo nunca seja maior que a nossa coragem. E que a gente tenha coragem de viver, mesmo sem saber exatamente o que vem depois.

Porque, às vezes, o maior risco não é tentar e dar errado. É passar a vida inteira imaginando o que teria acontecido se você tivesse tentado.

 

▪️Me acompanhe no Instagram:  @ticianaduailibe

 

▪️◽️  Leia as manchetes do dia ->

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Ticiana Duailibe
Ticiana Duailibe
Artista, cantora, bailarina, empreendedora e assessora de comunicação na Câmara dos Deputados. Casada há 10 anos com Amanda e mãe de Laura e Pedro, me defino como “mãe leoa”. Lancei um disco com Roberto Menescal, criei a marca de óculos ABREU e a loja Fábrica Chic. Vivo da arte de comunicar, empreender e transformar o cotidiano em experiências autênticas, criativas e cheias de beleza. Agora que você já conhece um pouco da minha trajetória, te convido a mergulhar comigo no universo desta coluna. Um espaço onde compartilho minha visão de mundo, minha paixão pela arte, pela beleza e pelos detalhes.
Ver notícias
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,08 -0,91%
Euro
R$ 5,91 -0,86%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 421,650,51 -1,13%
Ibovespa
188,995,61 pts 2.08%
Publicidade
Publicidade
Enquete
...
...
Publicidade