
E se eu não tentar? A gente costuma perguntar:
“E se der errado?”
“E se eu não conseguir?”
“E se não for como eu imaginei?”
“E se eu me arrepender?”
Mas quase nunca pergunta:
“E se der certo?”
“E se eu conseguir?”
“E se essa for a oportunidade que eu estava esperando?”
“E se, depois de tentar, eu descobrir que sou muito mais capaz do que imaginava?”
O “se” é uma palavrinha pequena, mas pode ocupar um espaço enorme dentro da nossa cabeça.
Ele é um dos maiores aliados da ansiedade porque nos faz viver situações que ainda nem aconteceram.
A gente sofre antecipadamente por possibilidades, cria cenários, imagina fracassos, rejeições, perdas… e, muitas vezes, desiste antes mesmo de começar.
O medo todo mundo tem. Eu tenho, você tem e todo mundo tem. A diferença talvez esteja no que fazemos com ele.
Porque coragem não é ausência de medo. Coragem é sentir medo e, ainda assim, seguir.
O medo pode até sentar no banco do passageiro. Só não pode assumir o volante.
Quantas coisas a gente deixou de viver porque ficou preso no “e se”?
Quantos sonhos foram adiados?
Quantas oportunidades foram recusadas?
Quantas vezes dissemos “não é a hora” quando, na verdade, estávamos apenas com medo?
É claro que nem toda tentativa vai dar certo. Nem todo caminho vai terminar como planejamos. Algumas escolhas vão nos ensinar pela dor, outras pela alegria. Algumas portas vão se fechar.
Mas existe uma coisa que só acontece quando a gente tenta: a possibilidade de dar certo. Talvez seja justamente aí que esteja a grande armadilha do “se”. Ele nos convence de que não fazer nada é mais seguro.
Só que não fazer nada também é uma escolha. Muitas vezes, é a escolha que mais pesa depois.
Porque fracassar tentando pode doer. Mas viver imaginando “como teria sido se eu tivesse tentado?” também dói.
Por isso, hoje eu tento trocar algumas perguntas. Em vez de “e se der errado?”, penso:
“E se eu aprender?”
Em vez de “e se eu não conseguir?”, penso:
“E se eu conseguir?”
Em vez de “e se eu me arrepender?”, penso:
“E se eu me arrepender de nunca ter tentado?”
A vida não oferece garantias. A gente nunca vai ter certeza absoluta de que uma escolha vai funcionar. Talvez, amadurecer seja justamente entender que não precisamos de todas as respostas para dar o primeiro passo.
Às vezes, precisamos apenas de coragem suficiente para começar. Tem uma coisa que eu aprendi: o medo quer certeza. A vida pede movimento.
Então, se existe alguma coisa que você deseja muito, mas está adiando por causa do medo, talvez hoje seja um bom dia para se perguntar:
E se eu tentar? E se der certo? E se essa porta for exatamente a que você precisava abrir?
E se, do outro lado desse medo, existir uma versão sua muito mais feliz, mais forte e mais realizada?
Não deixe que uma possibilidade negativa roube de você uma possibilidade maravilhosa. Porque, no fim, talvez a pergunta mais importante não seja:
“E se der errado?” Mas sim: “E se eu nunca tentar?”
Que o nosso medo nunca seja maior que a nossa coragem. E que a gente tenha coragem de viver, mesmo sem saber exatamente o que vem depois.
Porque, às vezes, o maior risco não é tentar e dar errado. É passar a vida inteira imaginando o que teria acontecido se você tivesse tentado.
▪️Me acompanhe no Instagram: @ticianaduailibe
▪️◽️ Leia as manchetes do dia ->