Hoje a minha coluna Palco e Vida está um pouco diferente. Convidei uma pessoa muito especial para bater um papo comigo sobre um tema que, confesso, tenho visto cada vez mais surgir nas conversas do dia a dia: inteligência artificial e o medo de que ela substitua o ser humano no mercado de trabalho.
Amanda Fonseca - Executiva de TI
Antes de começarmos, quero te contar rapidamente quem é a minha convidada: Amanda Fonseca, formada em Relações Internacionais, pós-graduada em Gerenciamento de Projetos e atua há mais de 25 anos no segmento de TI. Hoje, é executiva comercial em uma das maiores big techs do mundo.
Vamos juntos para essa entrevista?
Ticiana: Amanda, para começarmos: como você definiria a inteligência artificial, de forma simples, para quem ainda tem dúvidas sobre o que ela realmente é?
De forma simples, eu diria que a inteligência artificial é uma tecnologia que permite que máquinas pensem e aprendam como seres humanos. Ela ajuda computadores a entenderem informações, tomarem decisões e resolverem problemas sozinhos, com base em dados e experiências anteriores.
Ticiana: A IA já está presente em várias áreas da nossa vida, muitas vezes sem que a gente perceba. Quais são os usos mais comuns que você destacaria hoje
Eu destacaria alguns bastante comuns e que já fazem parte do dia a dia de milhões de cidadãos, como:
. A IA aplicada a terapias e companheirismos virtuais: segundo um estudo da Universidade de Harvard, o uso mais comum da IA em 2025 é voltado ao bem-estar emocional. Chatbots terapêuticos e companheiros virtuais estão ajudando pessoas a lidar com luto, ansiedade e solidão, oferecendo apoio emocional contínuo;
. IA aplicada a Atendimento a Clientes e Vendas: ela vem sendo implementada para automatizar fluxos de trabalho, reduzir custos em Contact Centers e aumentar a satisfação dos clientes com respostas em tempo real;
. IA aplicada a Saúde e Diagnósticos: implementação para melhoria de diagnósticos médicos, prevenções de doenças e otimização de processos hospitalares;
. IA aplicada a Educação e Aprendizado Personalizado: ela vem sendo usada para adaptar conteúdos educacionais ao ritmo e estilo de cada aluno, promovendo uma aprendizagem mais eficaz e inclusiva. Plataformas com IA ajudam a identificar dificuldades e sugerem caminhos personalizados de estudo;
. IA para Geração de Conteúdo e Criatividade: ferramentas de IA estão sendo amplamente utilizadas para gerar textos, imagens, músicas e até códigos de programação. Isso tem impulsionado áreas como marketing, design e desenvolvimento de software.
Ticiana: Existe um medo crescente de que a inteligência artificial vá substituir o ser humano no mercado de trabalho. A IA pode impulsinoar a geraçao de empregos?
O medo é compreensível, mas existem formas positivas de olhar para esse novo mundo digital. Ao mesmo tempo em que milhões de empregos serão eliminados visto que a IA já está substituindo funções repetitivas e operacionais em setores como bancário, seguros, varejo e atendimento ao cliente, muitas novas oportunidades também estão surgindo, especialmente para áreas que exigem habilidades técnicas, pensamento crítico e inteligência emocional. Portanto, o medo é justificado, especialmente para funções mais automatizáveis. No entanto, a IA também está criando novas funções, exigindo requalificação, adaptação e desenvolvimento de novas competências. O futuro do trabalho será menos sobre competir com máquinas e mais sobre colaborar com elas.
Ticiana: Quais profissões você acredita que serão mais impactadas nos próximos anos pela automação e pelo uso de IA?
A automação com IA já está transformando setores inteiros, especialmente aqueles com tarefas repetitivas e baseadas em regras. Talvez as profissões mais vulneráveis sejam:
. Atendentes de call center e suporte técnico: substituídos por chatbots e assistentes virtuais;
. Operadores de telemarketing: já em declínio com o avanço de sistemas automatizados de voz;
. Auxiliares administrativos e de RH: tarefas como emissão de documentos e respostas a FAQs estão sendo automatizadas com as soluções já disponíveis no mercado;
. Analistas de dados operacionais: softwares de IA já conseguem gerar relatórios e insights automaticamente;
. Motoristas e operadores logísticos: com o avanço de veículos autônomos e sistemas de roteirização inteligente.
Ticiana: Por outro lado, a IA também pode gerar novos empregos? Se sim, em quais áreas?
Novas oportunidades e profissões vêm surgindo com o advento da IA, valorizando ainda mais profissionais com habilidades técnicas e humanas. Eu destacaria:
. Engenheiro(a) de IA: desenvolve e treina modelos de machine learning e deep learning;
. Especialista em ética de IA: garante o uso responsável e inclusivo da tecnologia;
. Designer de experiências com IA e realidade aumentada: cria interfaces imersivas e intuitivas;
. Engenheiro(a) de prompts: otimiza a comunicação entre humanos e modelos de linguagem;
. Cientista de dados com foco em IA: analisa grandes volumes de dados para treinar modelos e gerar insights;
. Especialista em segurança cibernética com IA: usa IA para detectar e responder a ameaças em tempo real;
. Profissionais de marketing orientados por dados: utilizam IA para personalizar campanhas e prever comportamentos;
. Desenvolvedores de soluções Copilot: criam agentes inteligentes e fluxos automatizados com ferramentas como o Copilot Studio.
A IA não está apenas substituindo empregos, ela está transformando o perfil profissional. As funções mais impactadas são aquelas com tarefas repetitivas, enquanto as que exigem criatividade, pensamento crítico, empAitia e domínio tecnológico estão em alta.
Ticiana: Como os profissionais podem se preparar para esse novo cenário? Que tipo de habilidades serão mais valorizadas?
Penso que as pessoas, de maneira geral, podem se preparar adotando uma mentalidade de aprendizado contínuo, buscando capacitações práticas em IA e aproveitando ferramentas como o Copilot, por exemplo, que é um assistente inteligente da Microsoft que ajuda a trabalhar melhor e mais rápido usando a IA. Algumas habilidades técnicas (hard skills) e humanas (soft skills) serão mais valorizadas nesse novo contexto, destacando as seguintes:
. Hard Skills: Alfabetização em IA, Análise de dados, Machine Learning e NLP, Cibersegurança e Gestão de projetos ágeis;
. Soft Skills: Pensamento crítico e inovador, Adaptabilidade digital, Comunicação remota eficaz, Inteligência emocional e Mitigação de conflitos.
Ticiana: Em sua opinião, a inteligência artificial deve ser vista como uma ameaça ou como uma aliada? O que fazer?
A IA não é boa nem má por si só. Ela é uma tecnologia que pode ser usada para ampliar capacidades humanas, resolver problemas complexos e democratizar o acesso à informação — ou, se mal utilizada, pode ampliar desigualdades, comprometer a privacidade e gerar exclusão, por isso, seguir alguns passos.
Ticiana: Para fechar: que conselho você daria para quem está com medo de perder espaço por causa da tecnologia?
Essa pergunta tem sido cada vez mais comum e para quem está com medo de perder espaço por causa da tecnologia, especialmente da inteligência artificial (IA), o melhor conselho é: não lute contra a mudança; prepare-se para fazer parte dela. O caminho para esse preparo está em:
. Entender que a IA é uma ferramenta, não uma ameaça;
. Investir em aprendizado contínuo;
. Desenvolver habilidades humanas e digitais;
. Buscar mentorias e apoios;
. Lembrar que ninguém está sozinho nessa jornada!
O medo é natural diante de mudanças tão rápidas. Mas ele pode ser transformado em curiosidade, ação e protagonismo. A IA não veio para tirar o lugar das pessoas, ela veio para criar novos espaços, e todos podem (e devem!) ocupar um deles, finaliza Amanda Fonseca.
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Jafer SantHá 1 ano ParatiEu faço terapia com IA . Recomendo
Milton Há 1 ano SPTomara que a IA domine a saúde e traga soluções para casos graves
Ailton Há 1 ano Brasíliaconcordo com a entrevistada. precisamos puxar a IA para o nosso lado. Eu mesmo trabalho com IA e ela depende muito mais de mim do q eu dela
Maria Oliveira Há 1 ano Feira de Santana, BAcurti a conversa com a Amanda. A IA não precisa ser vista como vilã, ela pode ser nossa parceira se a gente se ligar em aprender o que é novo
João PereiraHá 1 ano São José do Rio Preto, SPEsse papo sobre IA cai como uma luva nos nossos tempos. Dá um frio na barriga pensar nas máquinas tomando espaço, mas também vejo que dá pra gente aprender junto. Bora se reinventar!
Artista, cantora, bailarina, empreendedora e assessora de comunicação na Câmara dos Deputados. Casada há 10 anos com Amanda e mãe de Laura e Pedro, me defino como “mãe leoa”. Lancei um disco com Roberto Menescal, criei a marca de óculos ABREU e a loja Fábrica Chic. Vivo da arte de comunicar, empreender e transformar o cotidiano em experiências autênticas, criativas e cheias de beleza. Agora que você já conhece um pouco da minha trajetória, te convido a mergulhar comigo no universo desta coluna. Um espaço onde compartilho minha visão de mundo, minha paixão pela arte, pela beleza e pelos detalhes.