
Aqui em Buenos Aires não se fala em outra coisa. Falta mais de um mês para a chegada do papa Leão XIV, mas a visita já está no centro das conversas.
Está na imprensa, nos preparativos do governo e, aos poucos, na rotina de uma cidade acostumada a grandes eventos. A grandes multidões e multidão, neste caso, não é força de expressão.
O governo argentino trabalha com a possibilidade de até 7 milhões de pessoas participarem das atividades durante a passagem do pontífice pelo país. Para dar conta desse movimento, prepara o que já chama de maior operação de segurança da história da Argentina.
Leão XIV estará na Argentina entre 8 e 11 de novembro. Serão quatro dias de agenda cheia, com compromissos não só em Buenos Aires, mas em Cordobá e outra cidade como Claypole e Luján.
A visita começa no domingo, dia 8. Leão XIV chega a Buenos Aires no fim da tarde e segue para os primeiros compromissos oficiais. Entre eles, está previsto um encontro com o presidente Javier Milei na Casa Rosada.
Na segunda-feira, 9 de novembro, o papa celebrará uma missa no Monumento de los Españoles, em Palermo. Estamos falando de uma das áreas mais movimentadas da capital.
Haverá missas, encontros com jovens e trabalhadores, reuniões com representantes religiosos e até uma visita a um complexo penitenciário.
Tudo isso ajuda a explicar por que Buenos Aires já discute questões que vão muito além da agenda religiosa.
O governo avalia, por exemplo, se haverá feriado, ponto facultativo ou algum tipo de dia não útil durante a visita.
A decisão pode mexer com a rotina da cidade. Escolas, empresas, transporte e circulação nas ruas devem sentir os efeitos.
Por aqui, a expectativa só aumenta. Em breve, conto mais novidades daqui de Buenos Aires.