Assessoria de imprensa na era das redes sociais: vale ouro ou é dinheiro jogado fora?

coluna | ComuniCa

Por: Letícia Diniz
02/10/2025 às 06h00 Atualizada em 24/10/2025 às 16h16

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Na era das redes sociais, em que a comunicação é instantânea e cada pessoa se torna um potencial emissor de informações, pode parecer que a imprensa tradicional perdeu relevância. Mas a realidade mostra o contrário: o espaço conquistado em veículos jornalísticos segue sendo um ativo estratégico de grande valor para empresas, instituições e profissionais.

Em um cenário de excesso de conteúdos patrocinados e influenciadores digitais disputando atenção, a credibilidade ainda é o bem mais precioso. E, quando uma marca ou personalidade aparece de forma espontânea em uma reportagem, em um portal de notícias ou em uma emissora de TV, essa chancela é vista pelo público como sinônimo de confiança. Não se trata apenas de visibilidade, mas de autoridade.

É justamente nesse ponto que a assessoria de imprensa se torna fundamental. O trabalho vai além de “colocar a marca na mídia”: envolve planejamento, construção de narrativas consistentes e relacionamento de confiança com jornalistas. A assessoria filtra, organiza e traduz informações de interesse público, tornando-as atraentes para a cobertura jornalística — sem perder de vista a estratégia da empresa.

Outro fator determinante é a velocidade da informação. Um comentário mal interpretado ou uma crise de reputação nas redes sociais pode ganhar proporções enormes em poucas horas. Nesse contexto, a assessoria atua como linha de frente, oferecendo respostas ágeis e responsáveis, ajudando a conter ruídos e preservando a imagem da instituição.

Ao mesmo tempo, as redes sociais e a imprensa não são concorrentes, mas complementares. Uma boa reportagem pode ser amplificada em plataformas digitais, alcançando públicos segmentados e prolongando o impacto daquela exposição espontânea. Ou seja, cada aparição em veículos tradicionais abre espaço para estratégias digitais de engajamento mais sólidas.

Se no passado a meta era simplesmente “aparecer na mídia”, hoje o objetivo é aparecer de forma qualificada e estratégica. É por isso que, mesmo em tempos de algoritmos e influenciadores, conquistar um espaço espontâneo na imprensa continua valendo ouro.

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Letícia Diniz
Letícia Diniz
Jornalista, pós-graduada em Ciência Política pela Universidade de Brasília, com uma trajetória que soma mais de duas décadas na comunicação. Passou por redações como TV Record, SBT, RedeTV!, Record News, TV Justiça e EBC, onde atuou como repórter, produtora, editora-executiva e editora-chefe. Além da experiência em redação, também construiu sólida carreira em assessoria de imprensa, gestão de crises e campanhas eleitorais. Conhece, como poucos, os bastidores da política e da comunicação.
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