Eleições 2026: por que a comunicação deve começar agora?

coluna | ComuniCa

Por: Letícia Diniz
25/08/2025 às 00h00

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Falta pouco mais de um ano para as eleições de 2026, mas, para quem pretende disputar cargos majoritários ou proporcionais, o tempo já está correndo. A experiência recente mostra que campanhas eleitorais bem-sucedidas não se constroem apenas nos três meses oficiais de disputa. Elas são fruto de planejamento, estratégia e presença contínua, sobretudo na comunicação.

É importante saber que a comunicação não começa em ano eleitoral. Muitos candidatos ainda acreditam que a visibilidade se consolida no período da propaganda eleitoral gratuita. Esse é um equívoco. Em uma sociedade hiperconectada, a imagem pública de qualquer liderança é moldada diariamente, seja por suas falas em eventos, entrevistas, presença digital ou até por sua ausência em determinados debates. Um plano de comunicação estruturado desde já permite criar consistência, autoridade e credibilidade.

Pesquisas apontam que o eleitorado brasileiro tem acompanhado cada vez mais de perto a trajetória dos pré-candidatos antes mesmo do registro oficial de candidatura. O histórico, as bandeiras defendidas, a coerência entre discurso e prática e a capacidade de se conectar com diferentes públicos se tornaram determinantes. Por isso, quem começa a construir sua narrativa agora sai na frente.

Planejamento estratégico: o diferencial

Um bom plano de comunicação eleitoral envolve muito mais do que marketing político. Ele passa por:

  • Diagnóstico de imagem: entender como o pré-candidato é percebido pela opinião pública.

  • Definição de narrativa: escolher a mensagem central que irá nortear toda a comunicação.

  • Mapeamento de públicos: saber com quem falar, onde e de que forma.

  • Presença digital constante: redes sociais não funcionam com improviso; precisam de linguagem, identidade visual e frequência.

  • Gestão de crise: prever cenários adversos e ter protocolos claros de resposta.

A chave da questão pode estar na antecipação. Começar cedo permite não apenas construir reputação, mas também testar mensagens, ajustar estratégias e consolidar vínculos com comunidades, lideranças e formadores de opinião. Quando chega o período oficial da campanha, o candidato que se preparou previamente tem uma base sólida para intensificar sua presença, em vez de começar do zero.

As eleições de 2026 prometem ser intensas, polarizadas e altamente disputadas. Nesse cenário, quem negligenciar a comunicação desde já corre o risco de ser engolido pelo improviso ou pelo ruído digital. Mais do que um diferencial, o planejamento estratégico de comunicação se tornou pré-requisito para qualquer candidatura competitiva.

A campanha começa agora, ainda que, oficialmente, ela só esteja no horizonte de 2026.

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DanielHá 12 meses SAO PAULO Excelente
Luciana AmorinHá 12 meses GoianiaÓtimo! Gostei!
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Letícia Diniz
Letícia Diniz
Jornalista, pós-graduada em Ciência Política pela Universidade de Brasília, com uma trajetória que soma mais de duas décadas na comunicação. Passou por redações como TV Record, SBT, RedeTV!, Record News, TV Justiça e EBC, onde atuou como repórter, produtora, editora-executiva e editora-chefe. Além da experiência em redação, também construiu sólida carreira em assessoria de imprensa, gestão de crises e campanhas eleitorais. Conhece, como poucos, os bastidores da política e da comunicação.
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