A pedido de Trump, vizinhos do Brasil anunciam sanções contra PCC, CV e 22 grupos

Governo brasileiro não integra o Escudo das Américas.

Por: Redação
22/09/2026 às 19h57 Atualizada em 22/09/2026 às 20h03

Países que integram o Escudo das Américas anunciaram nesta terça-feira (22) medidas contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e outras organizações ligadas ao narcotráfico.

O acordo foi firmado durante encontro da coalizão em Nova York, realizado paralelamente à Assembleia Geral da ONU. A iniciativa atende a um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ação conjunta

PCC e CV estão entre 24 organizações que os Estados Unidos classificam como terroristas estrangeiras. O documento do Escudo das Américas prevê que os países participantes adotem ações individuais e conjuntas contra esses grupos, de acordo com suas próprias legislações.

Entre as medidas estão congelamento de bens, restrições de vistos para integrantes e sanções contra pessoas que forneçam apoio às organizações.

O objetivo declarado é dificultar a movimentação financeira e a atuação internacional dos grupos criminosos.

Brasil está fora

Apesar de PCC e Comando Vermelho terem origem no Brasil, o governo brasileiro não integra o Escudo das Américas.

A coalizão reúne os Estados Unidos e países da América Latina e do Caribe em uma estratégia de cooperação contra o narcotráfico e o crime organizado transnacional.

A classificação adotada por outros países também não altera automaticamente a legislação brasileira. No Brasil, PCC e CV continuam enquadrados como organizações criminosas.

Pressão de Trump

Mais cedo, Trump havia pedido aos integrantes do Escudo das Américas que reconhecessem formalmente os grupos classificados por Washington como narcoterroristas e adotassem sanções contra eles.

Os Estados Unidos já haviam classificado PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados em 2026.

As classificações americanas permitem, entre outras medidas, bloquear ativos sob jurisdição dos Estados Unidos e restringir transações financeiras envolvendo as organizações.

 

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