Países que integram o Escudo das Américas anunciaram nesta terça-feira (22) medidas contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e outras organizações ligadas ao narcotráfico.
O acordo foi firmado durante encontro da coalizão em Nova York, realizado paralelamente à Assembleia Geral da ONU. A iniciativa atende a um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
PCC e CV estão entre 24 organizações que os Estados Unidos classificam como terroristas estrangeiras. O documento do Escudo das Américas prevê que os países participantes adotem ações individuais e conjuntas contra esses grupos, de acordo com suas próprias legislações.
Entre as medidas estão congelamento de bens, restrições de vistos para integrantes e sanções contra pessoas que forneçam apoio às organizações.
O objetivo declarado é dificultar a movimentação financeira e a atuação internacional dos grupos criminosos.
Apesar de PCC e Comando Vermelho terem origem no Brasil, o governo brasileiro não integra o Escudo das Américas.
A coalizão reúne os Estados Unidos e países da América Latina e do Caribe em uma estratégia de cooperação contra o narcotráfico e o crime organizado transnacional.
A classificação adotada por outros países também não altera automaticamente a legislação brasileira. No Brasil, PCC e CV continuam enquadrados como organizações criminosas.
Mais cedo, Trump havia pedido aos integrantes do Escudo das Américas que reconhecessem formalmente os grupos classificados por Washington como narcoterroristas e adotassem sanções contra eles.
Os Estados Unidos já haviam classificado PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados em 2026.
As classificações americanas permitem, entre outras medidas, bloquear ativos sob jurisdição dos Estados Unidos e restringir transações financeiras envolvendo as organizações.