
Aqui em Buenos Aires, a crise que envolve o Supremo Tribunal Federal ganhou espaço no noticiário com força.
Portais e veículos argentinos passaram a acompanhar as revelações envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O La Nación, um dos principais jornais do país, deu uma dimensão do tamanho da repercussão.
Na manchete, apresentou Moraes como “o juiz mais poderoso do Brasil” no centro de um “escândalo sem precedentes”. No texto, foi ainda mais enfático: disse que um “terremoto político e institucional” sacode as estruturas do STF.

A repercussão não ficou restrita à Argentina. A imprensa internacional passou a acompanhar com mais atenção os desdobramentos do caso e seus possíveis efeitos sobre o STF.
Moraes, que nos últimos anos já ocupava espaço no noticiário estrangeiro por sua atuação em processos de grande repercussão política, agora aparece sob outro enquadramento.
O El País, da Espanha, também adotou um enquadramento forte.
O jornal fala em “escândalo” e afirma que as novas revelações caíram no Brasil como uma “bomba atômica”, a menos de cinco semanas das eleições presidenciais. O texto coloca o episódio dentro de um cenário maior de tensão política e institucional.
A Bloomberg, por sua vez, destacou que as novas informações colocaram novamente Moraes sob escrutínio por seus supostos vínculos com o Banco Master.
O veículo chama atenção especialmente para mensagens atribuídas a Vorcaro, recuperadas pela Polícia Federal, enquanto avançavam as investigações sobre o banco.

Ainda há muito a ser esclarecido. Mas a crise já produziu um efeito difícil de ignorar: atravessou as fronteiras e colocou o próprio Judiciário sob escrutínio internacional.
Quando dúvidas envolvendo integrantes da mais alta Corte do país viram manchete, o problema deixa de ser apenas jurídico ou político. Passa a atingir também a credibilidade das instituições brasileiras.
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