Avanços ampliam opções no tratamento da coluna

O neurocirurgião Júlio César explica como bloqueios guiados por imagem, radiofrequência, neuromodulação e endoscopia da coluna passaram a tratar hérnia de disco e dor crônica com menor agressão aos tecidos. Segundo o especialista, a avaliação indi...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
27/08/2026 às 16h27
Avanços ampliam opções no tratamento da coluna
Imagem do Magnific/CreativeDesign99

Os avanços da neurocirurgia e da medicina da dor ampliaram as opções de tratamento para pacientes com hérnia de disco, dor crônica e outras doenças da coluna vertebral, reduzindo a necessidade de cirurgias convencionais em casos selecionados. Procedimentos como bloqueios guiados por imagem, radiofrequência, neuromodulação e endoscopia da coluna permitem controlar a dor e recuperar a função com menor agressão aos tecidos, o que abre caminho para abordagens graduadas conforme o estágio da doença.

A relevância do tema acompanha a dimensão do problema. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dor lombar afetou 619 milhões de pessoas em 2020 e figura como a principal causa de incapacidade no mundo, com projeção de alcançar 843 milhões de casos até 2050. A mesma referência aponta que cerca de 90% dos quadros de dor lombar não têm causa específica identificável, o que ajuda a explicar por que boa parte dos pacientes responde bem a estratégias que não passam pela sala de cirurgia.

De acordo com o Dr. Júlio César, neurocirurgião especializado em cirurgia da coluna em Belo Horizonte, cada caso exige avaliação individualizada, que combina história clínica detalhada, exame neurológico completo e análise criteriosa dos exames de imagem.

O médico informa que idade, profissão, nível de atividade física, intensidade da dor e impacto na qualidade de vida também orientam a definição da conduta. A partir dessas informações, o plano terapêutico pode variar de terapias regenerativas, bloqueios e fisioterapia a procedimentos endoscópicos ou cirurgias mais complexas, quando realmente indicadas.

Quando a cirurgia é necessária

A ideia de que todo problema na coluna termina em cirurgia não corresponde ao que se observa no consultório. Dr. Júlio César assinala que a maioria das pessoas com dor na coluna não precisa de intervenção cirúrgica e que muitos casos respondem ao tratamento conservador associado a terapias regenerativas, fisioterapia, reabilitação, bloqueios e procedimentos minimamente invasivos. A cirurgia passa a ser indicada diante de compressão importante dos nervos ou da medula, déficit de força, perda de função, instabilidade da coluna ou dor incapacitante que persiste mesmo após tratamento adequado.

"Hoje, não pensamos apenas em cirurgia aberta, mas em oferecer ao paciente o tratamento menos invasivo e mais eficaz para cada fase da doença", pontua Dr. Júlio César.

O médico explica que a medicina regenerativa, com recursos como laser de alta potência e campos magnéticos, contribui para o controle da inflamação, a redução da dor e o estímulo à recuperação natural dos tecidos, enquanto os procedimentos intervencionistas, a exemplo dos bloqueios guiados por imagem, permitem tratar a dor com precisão e, muitas vezes, evitar a cirurgia.

Recuperação e retorno às atividades

Entre as vantagens das técnicas minimamente invasivas está a preservação da musculatura, o que costuma resultar em menos dor no pós-operatório, menor sangramento e recuperação mais rápida. Quando a intervenção cirúrgica se faz necessária, uma revisão sistemática que comparou a discectomia endoscópica transforaminal à microdiscectomia convencional no tratamento da hérnia de disco lombar registrou tempo de internação menor entre os pacientes operados pela técnica endoscópica.

Segundo o Dr. Júlio César, muitos procedimentos são realizados por pequenas incisões ou apenas por punção, o que possibilita alta precoce e volta mais ágil à rotina. O especialista destaca ainda que parte expressiva dos pacientes consegue controlar a dor sem recorrer a cirurgias de maior porte, graças à combinação de bloqueios guiados por imagem e terapias regenerativas dentro de uma abordagem integrada.

"A medicina baseada em evidências não significa utilizar apenas um tratamento, mas selecionar, para cada paciente, a intervenção que apresenta maior probabilidade de benefício de acordo com estudos científicos, diretrizes internacionais e experiência clínica", afirma o neurocirurgião. Ele acrescenta que cada técnica segue indicação específica e critérios rigorosos de aplicação.

O médico orienta procurar avaliação especializada sempre que a dor persistir por mais de algumas semanas, irradiar para braços ou pernas, provocar perda de força, dormência ou limitação das atividades diárias, já que o diagnóstico precoce amplia as chances de tratamentos menos invasivos e de recuperação mais duradoura.

Dr. Júlio César pondera que decisões sobre medicamentos, procedimentos e cirurgias devem passar por avaliação médica individualizada, e que os recursos empregados respeitam a regulamentação sanitária vigente e a indicação apropriada a cada quadro.

Sobre o Dr. Júlio César

Dr. Júlio César é médico neurocirurgião com atuação especializada no tratamento das doenças da coluna vertebral, unindo técnicas minimamente invasivas e uma abordagem individualizada para pacientes com dor, limitações funcionais e alterações degenerativas. Atua em Belo Horizonte - MG, na Clínica de Dor Matrix.

Para saber mais, basta acessar: https://drjuliocesarcunha.com/

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