Quem acompanha reality show sabe: o confinamento costuma revelar o melhor e o pior das pessoas.
Desta vez, foi o pior.
A edição argentina do Gran Hermano, equivalente ao Big Brother Brasil, virou caso de racismo.
Comentários cruéis feitos por uma participante chamaram a atenção de todos.
As falas foram direcionadas à participante Jenny Mavinga, modelo de origem congolesa.
A jornalista paraguaia Carmiña Masi foi flagrada pelas câmeras do programa fazendo comentários ofensivos enquanto a colega dançava na área externa da casa.
Entre as frases registradas, comparações racistas e referências à escravidão. Um absurdo total!
As falas provocaram indignação e a repercussão foi imediata.
Diante da pressão e da gravidade do caso, a produção do programa expulsou a participante do reality. Não poderia ser diferente.
A direção do programa afirmou que as declarações eram incompatíveis com os valores do Gran Hermano. A expulsão acabou sendo a resposta mais rápida possível diante da repercussão do caso.
Racismo não é estratégia de jogo e muito menos entretenimento. É crime!
A expulsão foi correta, era o mínimo. Mas talvez não seja suficiente. Mesmo que a legislação argentina trate o tema de forma diferente da brasileira, racismo tem que ser crime em qualquer lugar do planeta.
Em um caso assim, a consequência não deveria ser apenas sair da casa e ir para casa. Deveria também haver responsabilização na Justiça. Ir direto para a cadeia seria o mínimo.
Siga @leadnotícia