
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) formou maioria nesta sexta-feira (25) para manter o procurador-geral da República, Paulo Gonet, à frente dos processos relacionados ao Banco Master.
A votação sobre esse ponto chegou a 5 a 0 contra o afastamento. O julgamento, porém, ainda discute outra questão: se deve ser aberta uma apuração sobre a atuação de Gonet no caso.
Até a atualização mais recente, o placar estava em 3 a 2 pela abertura da investigação.
O procedimento começou após a divulgação de mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O nome de Gonet aparece em conversas relacionadas ao caso.
O Conselho analisa se há elementos suficientes para designar um subprocurador-geral da República para aprofundar a apuração sobre a conduta do chefe do Ministério Público Federal.
O relator, Francisco Sanseverino, votou pelo arquivamento. Para ele, não há elementos suficientes para investigar Gonet ou afastá-lo dos processos.
Celso de Albuquerque Silva acompanhou o relator. Já Janice Ascari e Samantha Chantal Dobrowolski defenderam uma apuração preliminar.
Um dos pontos discutidos é a relação entre Gonet e Daniel Vorcaro. A Polícia Federal encontrou uma foto em que os dois aparecem juntos durante um evento em Londres, em 2024.
Gonet nega ter amizade ou relação de proximidade com o ex-banqueiro. Ele afirma que encontrou Vorcaro durante um evento jurídico público e que não tem interesse pessoal nos processos envolvendo o empresário.
O relator também destacou que a PF não encontrou no celular de Vorcaro contato salvo com o nome de Gonet nem registro de conversa direta entre os dois.
A sessão continua. Portanto, ainda não há decisão final sobre a abertura de uma investigação contra o procurador-geral.