Jornalista Marina Marquez laça livro infantil 

Em Quando a saudade aperta, Marina Marquez transforma um sentimento difícil em diálogo, afeto e recursos práticos para pais e filhos.

Por: Redação
24/07/2026 às 12h00 Atualizada em 24/07/2026 às 12h40

Toda família, mais cedo ou mais tarde, aprende que amar também é sentir falta. A saudade pode chegar quando um avô mora longe, quando os pais passam a viver em casas diferentes, quando um amigo muda de cidade ou quando alguém querido parte.

Para os adultos, encontrar palavras para explicar essas ausências nem sempre é fácil. Para as crianças, muitas vezes, é ainda mais difícil.

Foi pensando nessas famílias que a jornalista e colunista do portal Lead, Marina Marquez, escreveu Quando a saudade aperta, livro infantil ilustrado por Luana Chinaglia.

A obra nasce do desejo de transformar um sentimento silencioso em conversa, acolhimento e afeto, mostrando que a saudade não precisa ser enfrentada sozinha.

História do Guga

Na história, o pequeno Guga convive com um simpático bichinho roxo que representa a saudade. Juntos, eles percorrem situações comuns da infância: a falta da avó, o fim de um dia especial com a tia, a saudade da mamãe quando está na casa do papai, do papai quando está na casa da mamãe, ou a lembrança da bisa que virou estrelinha.

Em cada página, a mensagem é delicada: o amor continua existindo, mesmo quando as pessoas não estão por perto.

"A saudade costuma aparecer antes das palavras. Muitas crianças demonstram esse sentimento por meio da irritação, do choro ou do silêncio, sem saber explicar o que está acontecendo. O livro é um convite para que as famílias conversem sobre isso com mais leveza e acolhimento", explica Marina Marquez.

Inspiração real

A inspiração veio da própria experiência da autora. Seu filho mais velho conheceu a saudade ainda pequeno, primeiro pela distância da avó, depois pela separação dos pais e, mais tarde, pelo luto da bisavó.

Ao perceber como os livros ajudavam a abrir conversas difíceis dentro de casa, Marina decidiu escrever uma história que pudesse acolher outras famílias vivendo situações semelhantes.

"Escrevi este livro porque descobri que a saudade faz parte da infância, assim como faz parte da vida. Ela aparece sempre que existe um vínculo importante. Meu desejo é que crianças e adultos entendam que sentir saudade não é um problema a ser resolvido, mas um sentimento que precisa ser ouvido, nomeado e acolhido", afirma.

Além da narrativa, Quando a saudade aperta oferece recursos práticos para fortalecer os laços familiares nos momentos de ausência.

Entre as sugestões estão respirar junto, criar um "calendário do coração" para contar os dias até o próximo encontro e montar uma caixa de lembranças com fotos, bilhetes e pequenos objetos cheios de significado.

A obra também traz uma "Carta às Famílias", com orientações sobre validação emocional e formas de reconhecer quando a criança pode precisar de mais apoio.

Laços afetivos

Mais do que uma história infantil, o livro se torna um instrumento para aproximar pais, mães, avós, educadores e crianças em torno de um sentimento universal.

Ao mostrar que a saudade existe porque houve amor, a obra oferece conforto para quem vive mudanças, perdas ou novos formatos familiares e lembra que o afeto continua encontrando caminhos, mesmo na distância.

Como adquirir

Publicado pelo selo infantil Asinha, da editora Ases da Literatura, Quando a saudade aperta já está disponível na loja oficial da autora, marinamarquez.com.br, e nas principais livrarias on-line.

crédito das fotos: Gi Vieira

 

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