Buenos Aires adota protocolo máximo de segurança nas escolas

Medidas incluem investigações, reforço na supervisão e orientação à comunidade escolar após série de casos.

Por: Eduardo Moura | direto de Buenos Aires
22/04/2026 às 08h42 Atualizada em 26/04/2026 às 10h19

A cidade de Buenos Aires ativou um protocolo de segurança nas escolas após uma série de ameaças de violência registradas nas últimas semanas.

A decisão veio depois de mensagens circularem nas redes sociais. O conteúdo sugeria possíveis ataques em instituições de ensino. O clima de preocupação se espalhou entre famílias e educadores.

Na segunda-feira (20), um aluno de 13 anos divulgou uma imagem nas redes sociais com a foto de uma arma e textos com frases de violência.

As autoridades têm tratado todos os casos como preocupantes e graves. O chefe de governo de Buenos Aires, Jorge Macri, afirmou que as ameaças não são "brincadeiras", mas um crime. Ele explicou que, desde o primeiro momento, todas as escolas aplicaram o Protocolo do Ministério da Educação para esses casos.

chefe de governo, Jorge Macri

“Não vamos naturalizar que as ameaças de violência alterem a vida e o ritmo escolar. Gerar uma situação de medo ou pânico é um comportamento que tem consequências. Não é uma piada pesada, é um crime”, afirmou.

O protocolo já existia, mas foi acionado diante da escalada recente. De acordo com Jorge Macri, a prioridade é proteger alunos, professores e funcionários. As orientações incluem comunicação imediata às autoridades.

Regras claras e investigações em andamento

O documento também estabelece limites claros de atuação. Funcionários não devem intervir fisicamente em situações de risco. A recomendação é acionar as forças de segurança. O objetivo é evitar decisões precipitadas dentro do ambiente escolar. 

Houve também reforço na supervisão das escolas. Áreas comuns passaram a ser mais monitoradas. Corredores e banheiros estão entre os pontos de atenção. A vigilância é maior nos horários de intervalo. Em algumas escolas, até o uso de mochilas está sendo proibido para evitar que alunos entrem com armas. 

Radiografia da violência escolar

Os dados disponíveis ajudam a dimensionar o problema. A violência nas escolas da cidade está mais ligada a conflitos entre alunos do que a episódios extremos. 

fonte: Ministério da Educação da Argentina (dados 2024)

Entre o controle e a prevenção

As autoridades também apostam na conscientização. Escolas foram orientadas a promover debates com alunos. O foco é explicar as consequências de ameaças e boatos. A ideia é reduzir o impacto de conteúdos violentos.

O papel das redes sociais está no centro da discussão. Muitas ameaças surgiram a partir de conteúdos virais. Isso amplia o alcance e acelera a disseminação. O ambiente digital se tornou parte do problema. Por isso, o governo tem solicitado informações às plataformas digitais. 

 

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Eduardo Moura
Eduardo Moura
Jornalista com experiência na cobertura de temas ligados ao Poder Judiciário, política e comunicação institucional. Atuou em veículos como TV Globo, TV Justiça, Record e EBC, além de ocupar cargos de coordenação em órgãos como o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior Eleitoral. Atualmente, é editor-chefe do portal Lead Notícia.
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