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Greve geral na Argentina afeta voos para o Brasil 
A mobilização ocorre em meio ao debate no Congresso argentino sobre mudanças na legislação trabalhista.
19/02/2026 08h21 Atualizada há 8 meses
Por: Eduardo Moura | direto de Buenos Aires
Aerolíneas Argentinas

A greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), nesta quinta-feira (19),  provoca impactos diretos na aviação e resulta no cancelamento e na reprogramação de voos entre Argentina e Brasil.

Na manhã desta quinta-feira, no Aeroporto Internacional de São Paulo, Guarulhos, ao menos 20 operações com origem ou destino em cidades argentinas foram afetadas.

A paralisação de 24 horas é um protesto contra as medidas econômicas e a reforma trabalhista defendidas pelo presidente Javier Milei.

A mobilização atingiu setores estratégicos como transporte público, serviços aeroportuários, abastecimento de aeronaves e controle operacional.

Companhias cancelam voos

A estatal Aerolíneas Argentinas anunciou o cancelamento de 255 voos em sua malha aérea, afetando mais de 30 mil passageiros. A empresa estima prejuízo milionário com a suspensão das operações.

Outras companhias que operam rotas entre Brasil e Argentina também registraram alterações na programação, entre elas a Gol Linhas Aéreas, a LATAM Airlines e a JetSMART.

As empresas orientam os passageiros a verificar o status dos voos antes de se deslocarem aos aeroportos.

Impacto amplo no país

protestos contra a reforma trabalhista de Milei

Além da aviação, a greve afeta ônibus, trens, metrô e hospitais públicos, especialmente na região metropolitana de Buenos Aires.

A adesão de trabalhadores de diferentes categorias amplia os efeitos da paralisação e dificulta o deslocamento de passageiros dentro do país.

A mobilização ocorre em meio ao debate no Congresso argentino sobre mudanças na legislação trabalhista e em políticas de ajuste fiscal propostas pelo governo.

Motivo da greve

A paralisação geral é contra uma reforma trabalhista enviada ao Congresso pelo presidente Javier Milei. A proposta já foi aprovada no Senado e começa a ser discutida, nesta quinta-feira (19), na Câmara dos Deputados.

A expectativa do governo é que a proposta seja aprovada na Câmara até 1º de março.

Orientação aos passageiros

A recomendação para quem tem viagem marcada é acompanhar os canais oficiais das companhias aéreas e, em caso de cancelamento, buscar informações sobre remarcação ou reembolso.

A expectativa é que as operações sejam gradualmente normalizadas após o fim da paralisação.

Sobre a proposta da Reforma Trabalhista

A reforma proposta pelo governo Milei já é considerada uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970.

O projeto flexibiliza contratos de trabalho, modifica regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade.

O texto amplia a jornada de trabalho de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo, permitindo compensação conforme períodos de maior ou menor demanda, sem pagamento de horas extras.

Leia também: Protesto contra a Reforma Trabalhista

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