
A discussão sobre a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei levou milhares de pessoas às ruas de Buenos Aires nesta quarta-feira (11).
O protesto, realizado nas imediações do Congresso Nacional, terminou em confronto entre manifestantes e forças de segurança, em meio à votação do projeto no Senado.
Convocados por centrais sindicais e movimentos sociais, os atos reuniram trabalhadores de diferentes categorias que rejeitam as mudanças previstas na legislação.
Durante a mobilização, parte dos manifestantes entrou em confronto com a polícia. Houve registro de empurra-empurra, lançamento de objetos e uso de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.
O projeto do governo propõe alterações nas regras de contratação, indenizações e negociações coletivas.
Entre os pontos defendidos pelo Executivo estão a flexibilização de normas trabalhistas, a simplificação de processos para contratação e demissão e a redução de custos considerados, pelo governo, entraves à geração de empregos.
Para a Casa Rosada, a reforma é peça central do plano econômico liberal apresentado por Milei.
A equipe econômica argumenta que a modernização das leis tornará o mercado de trabalho mais dinâmico, ajudará a combater a informalidade e poderá atrair investimentos em um país que enfrenta inflação elevada e baixo crescimento.
Do outro lado, sindicatos e partidos de oposição afirmam que as mudanças representam um retrocesso.
As centrais trabalhistas sustentam que o texto enfraquece a proteção ao empregado, reduz o poder de negociação coletiva e amplia a precarização das relações de trabalho.
Líderes sindicais classificam a proposta como uma tentativa de desmontar direitos conquistados ao longo de décadas. Para eles, a flexibilização pode aumentar a insegurança jurídica e social, especialmente em um cenário econômico já delicado.
A Confederação Argentina dos Trabalhadores dos Transportes (CATT) também aderiu ao dia de protestos contra a reforma trabalhista de Milei e realiza uma paralisação total das atividades nesta quarta-feira. A medida afetará especialmente o tráfego aéreo e a atividade marítima e portuária.
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