Ministro Afrânio Vilela ressalta papel da tecnologia no Judiciário

No segundo dia da ExpoJud 2025, o ministro do STJ destacou como a inteligência artificial e a transformação digital estão tornando a Justiça mais acessível e eficiente.

Por: Simone Oliveira
15/10/2025 às 13h48 Atualizada em 15/10/2025 às 14h01
Ministro do STJ Afrânio Vilela (foto: Bárbara Rupel)

O segundo dia da ExpoJud 2025 teve início com a palestra do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Afrânio Vilela, que abordou os avanços tecnológicos no judiciário brasileiro e sua importância para a construção de uma sociedade mais eficiente, acessível e conectada.

Com o tema “Judiciário Digital: Inovação e Eficiência na Sociedade Futura”, o ministro traçou uma linha do tempo sobre a modernização da Justiça, desde a digitalização dos processos até a implementação de ferramentas baseadas em inteligência artificial, destacando o papel fundamental da tecnologia na melhoria da produtividade e na democratização do acesso à Justiça.

Entre os marcos mencionados, Vilela relembrou a adoção da urna eletrônica como um dos grandes avanços institucionais do país e ressaltou a importância da transição digital. Um dos destaques da palestra foi o case do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que, a partir de 2012, atendeu a uma solicitação do então ministro Ayres Britto para desenvolver mecanismos que permitissem o julgamento em conjunto de processos com pedidos semelhantes.

Esse esforço culminou, em 2015, no desenvolvimento da Radar, uma inteligência artificial voltada à leitura e agrupamento de processos digitais, usada para identificar casos repetitivos e auxiliar julgamentos virtuais, o que promoveu um avanço expressivo em termos de automação e economia de recursos humanos.

Durante sua fala, o ministro enfatizou que os ganhos de produtividade não comprometem a segurança jurídica, graças à estratégia de implementação gradual das tecnologias. Apesar de todos os avanços, Vilela foi enfático ao afirmar:

“O STJ utiliza a IA para a triagem de matérias repetitivas, agrupamento de recursos e análise de admissibilidade, mas a decisão ainda é humana”, explicou reforçando o papel insubstituível do julgamento crítico, baseado na razão, na ética e na sensibilidade.

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