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Os vinhos brasileiros estão em alta e temos que comemorar os grandes feitos que estão sendo conquistados. Já temos belos e complexos rótulos, que não perdem para países com maior tradição de viticultura. Aqui vamos falar sobre algumas vinícolas que se destacaram na competição e que não são tão conhecidas pelo público.
O Decanter World Wine Awards começou em 2003 e é um dos maiores e mais conceituados do mundo. Premia vinhos de mais de 50 países e conta com 248 experts de várias nacionalidades como jurados. A nota de um vinho nessa competição pode elevar a vinícola produtora a um patamar altíssimo. Muitos vinhos premiados esgotam em pouco tempo.
O grande destaque brasileiro foi para a vinícola Maria Maria, que fica em Boa Esperança/MG, o vinho Isabela Syrah foi o vinho brasileiro com maior pontuação e ganhou a única medalha de ouro do Brasil. O vinho é leve e frutado, muito fácil de beber. Corpo e acidez médias, ele passa por 24 meses em garrafa. Pessoalmente achei bem saboroso.
A Vinicola Amana ganhou cinco medalhas, foi uma das mais premiadas no Brasil. O terroir fica em uma região com várias vinícolas no interior de São Paulo, em Espírito Santo do Pinhal. Já visitei e achei o lugar lindo, ainda não oferecem muitas experiências. Mas tem um wine bar com vista para os parreirais que conta com comidinhas e você pode fazer a degustação guiada durante todo o dia. Os meus destaques são o Una Salvignon Blanc (Medalha de Prata) 30% do vinho estagiou por cinco meses em barricas francesas de primeiro uso, é um branco cremoso e de acidez média. Já o T4 Syrah ( Medalha de Bronze) é um vinho encorpado, que passa por barrica de carvalho francês e tem bom potencial para evoluir em garrafa.
A Guaspari, que fica na mesma região da Amana, teve dois rótulos premiados. O Vista do Chá Syrah, que passa por 28 meses em barrica de carvalho Frances e depois mais 30 meses em garrafa, por isso é um vinho intenso e muito encorpado. O Vale da Pedra Branco, um blend de Viognier e Sauvignon Blanc, é muito frutado e refrescante. Cor bem clara e fácil de beber. Uma vinícola que indico sempre. O lugar é lindo, tem um restaurante incrível, atendimento nota 10 e boa comida. Mas preciso indicar um vinho que não está entre os premiados desse ano, o Vista do Bosque, um dos melhores viogniers que já degustei.
Já a Vinicola Thera, localizada na serra Catarinense, me chamou a atenção por ter todos os espumantes da linha Auguri premiados: Blanc De Blancs Extra Brut, Brut e Nature. Confesso que o único que já degustei foi o Brut, e achei muito bom. Acidez alta e perlage fina e abundante, cremoso e equilibrado. O local é um complexo que reúne pousada, restaurante e vinícola.
A Uvva é uma vinícola no meio da Chapada Diamantina. Os vinhedos estão a uma altitude de 1.150 metros acima do nível do mar. Sua profundidade permite uma excelente drenagem, propiciando um perfeito desenvolvimento das raízes, permitindo-as que busquem nutrientes em camadas mais profundas do solo, fator que contribui para a complexidade dos vinhos. Os premiados: Microlote Pinot Noir, Chrd Chardonnay, Microlote Chardonnay, Microlote Merlot. Eles têm várias experiências e quem já foi, recomenda. Está na minha lista das próximas visitas.
A Amitie talvez seja a mais conhecida da lista. Fica no Vale dos Vinhedos e surgiu da união de duas amigas, uma enóloga e uma sommeliere. Teve quatro rótulos premiados e todos são bons. Mas os espumantes pra mim são os protagonistas da vinícola, difícil errar com um espumante deles. Já fui ao restaurante deles em Garibaldi e gostei bastabte da comida e do atendimento.
Falar de vinhos premiados serve para termos uma base para escolher um vinho que provavelmente é bom. Mas, vinho bom é o vinho que a gente gosta e que nos faz sorrir. Não importa o valor e os prêmios, tem que ser gostoso para quem toma.
Tim-tim