Inflação na Argentina atinge menor nível em cinco anos com alta de 2% em maio

Economia argentina mostra sinais de desaceleração da inflação

Por: Redação
12/06/2025 às 16h28 Atualizada em 12/06/2025 às 16h41

A inflação mensal na Argentina desacelerou para 2% em maio, marcando o menor índice desde os primeiros meses da pandemia de COVID-19, em 2020. O resultado representa uma continuação da tendência de queda observada desde janeiro, quando a taxa foi de 2,2%. Em abril, a inflação havia sido de 2,8%, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC).

                                Casa Rosada / foto Lead Notícias 

Desde a posse do presidente Javier Milei, em dezembro de 2023, a economia argentina tem mostrado sinais de estabilização. Analistas atribuem a desaceleração da inflação a uma combinação de políticas econômicas, incluindo cortes de gastos públicos, liberalização do câmbio e reformas estruturais. Além disso, a recente flexibilização do regime cambial, implementada em abril, reforçou a tendência desinflacionária. 

Apesar da desaceleração, a inflação anual permanece elevada. Em abril, a taxa acumulada em 12 meses foi de 47,3%, uma redução significativa em relação aos 55,9% registrados em março. No entanto, os preços continuam a pressionar o poder de compra dos argentinos, especialmente em itens essenciais como alimentos e energia elétrica.

O governo argentino mantém sua previsão de inflação para 2025 em torno de 30%, com expectativa de que a tendência de queda continue nos próximos meses. No entanto, analistas alertam que a recuperação econômica pode ser desafiada por fatores externos e pela necessidade de ajustes fiscais adicionais. 

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