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Câncer em alta no Brasil: país vive corrida contra o tempo
Estimativas reforçam necessidade de prevenção e diagnóstico precoce; oncologista destaca avanços tecnológicos e alerta para desafio.
27/11/2025 11h54 Atualizada há 10 meses
Por: Redação
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O Brasil deve enfrentar um crescimento expressivo na incidência de câncer nas próximas décadas, segundo projeções nacionais e internacionais. O alerta reforça a importância do Dia Nacional de Combate ao Câncer, celebrado em 27 de novembro, e reacende o debate sobre prevenção, diagnóstico precoce e acesso à informação.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o país deve registrar cerca de 704 mil novos diagnósticos até o fim de 2025.

Já projeções utilizadas por centros como a Harvard T.H. Chan School of Public Health apontam para um aumento de aproximadamente 68% nos casos até 2040.

Se o ritmo atual se mantiver, o Brasil pode alcançar 1 milhão de novos casos anuais nas próximas décadas.

Para a oncologista Gabrielle Scattolin, os números reforçam a importância de ampliar o acesso à informação confiável.

“Essas projeções não servem para alarmar, mas para informar. Quando a população tem acesso a dados confiáveis, fica mais preparada para prevenir a doença e buscar ajuda no momento certo”, ressalta.

A médica destaca que medidas de prevenção continuam sendo fundamentais para reduzir o impacto da doença no país.

“Quando adotamos uma alimentação balanceada, praticamos atividade física, controlamos o peso, reduzimos o álcool e abandonamos o tabagismo, estamos atuando diretamente na diminuição do risco da doença”, destaca a oncologista.

Câncer mais frequentes no país

O INCA aponta que o perfil dos diagnósticos no Brasil permanece estável.

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Avanços e desafios na oncologia

A especialista avalia que 2025 foi um ano de avanços importantes, especialmente nas áreas de oncologia mamária e ginecológica.

“Cada vez mais temos avanços que mostram uma transição para uma oncologia mais personalizada, com tratamentos adaptados segundo as características moleculares dos tumores e o uso de biópsia líquida para monitorar o crescimento da doença. A imunoterapia também tem crescido bastante e é perceptível que combinado a outras drogas está ganhando espaço, mesmo nos tumores ginecológicos que historicamente eram menos responsivos”, finaliza a especialista.

 

 

 

 

Gabrielle Scattolin / oncologista

 

 

 

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