Premiação celebra líderes e guardiões da cultura afro-brasileira no DF

No mês da Consciência Negra, o 1º Prêmio Resistência da Cultura Cultura Afro-Brasiliense – Baba Tobi homenageia personalidades que mantêm viva a ancestralidade e a fé no Distrito Federal e Entorno.

Por: Redação
12/11/2025 às 13h41 Atualizada em 14/11/2025 às 08h28

Celebrar quem mantém viva a ancestralidade é também contar a história de um povo. Com esse propósito nasce o 1º Prêmio Resistência da Cultura Afro-Brasiliense – Baba Tobi.

A iniciativa homenageia personalidades que fortalecem a cultura, a espiritualidade e os saberes de matriz africana no Distrito Federal e Entorno.

Entre os homenageados estão sacerdotes, sacerdotisas, ogãs, ekedes, tatas, lideranças tradicionais e representantes da culinária e do artesanato afro-brasileiro, como as tradicionais barracas de acarajé.

Idealizado por Baba Tobi (Rodrigo Penedo) e com curadoria da Nananci Produções e Eventos, o evento reúne, em um único dia, duas premiações inéditas. O Prêmio Guardião da Cultura reconhece líderes, coletivos e iniciativas que mantêm vivas as tradições afro-brasileiras.

Já o Prêmio Resistência da Cultura Afro-Brasiliense – Baba Tobi destaca personalidades que resistem, preservam e difundem a cultura afro-brasiliense.

“Além do Prêmio Guardião da Cultura, estamos realizando o primeiro Prêmio Resistência da Cultura Afro-Brasiliense, que homenageia mais de 50 sacerdotes, sacerdotisas, barracas de acarajé e guardiões da nossa tradição. Essa homenagem nasce para eternizar nomes e histórias que não podem mais ser silenciadas ou esquecidas. Somos cultura, espiritualidade, memória e futuro”, afirma o idealizador, Baba Tobi.

A força da cultura afro-brasileira

A cultura afro-brasileira movimenta cerca de R$ 15 bilhões por ano na economia criativa (Firjan, 2023) e é reconhecida pela UNESCO como uma das maiores expressões culturais do mundo, com manifestações como o samba, a capoeira e o culto a Iemanjá.

No Distrito Federal, sete em cada dez manifestações culturais populares têm raízes afro (IPHAN e Observatório da Cultura do DF, 2023), consolidando Brasília como um dos maiores polos de produção cultural afro do país. São centenas de coletivos, grupos artísticos e lideranças que mantêm viva a memória e a ancestralidade.

Reconhecimento e engajamento comunitário

A primeira edição do prêmio contou com mais de 600 mil votos, mostrando o engajamento da comunidade e o sentimento de pertencimento. Entre os vencedores, estão:

• Sacerdote/Sacerdotisa Revelação Guardião da Cultura:

1. Babalorixá Alan Baloni Ti Ogun (Ilé Ifé Ti Osun)

2. Babalorixá Adalto Ti Osun (Ilé Alaketu Asé Omi Niwá)

• Ogan Guardião da Cultura:

1. Alagbe Douglas Ti Ogun

2. Alagbe Elton Ti Logunede

• Sacerdote Guardião da Cultura:

1. Babalorixá Aurélio Ti Odé (Ilé Odé Asé Opô Inlé)

2. Babalorixá Jorge Ti Oxóssi (Côrte da Planta Myllejy)

• Sacerdotisa Guardiã da Cultura:

1. Iyalorixá Amélia Ti Osun (Ilé Ifé Ti Osun)

2. Iyalorixá Mãe Baiana Ti Oyá (Ilé Asé Oyá Bagan)

• Sacerdote/Sacerdotisa do Culto Tradicional Yorùbá:

1. Baba Alayè Ifá Sanya (Ilé Asé Funfun)

2. Iyalorixá Fakoládè Abeni (Ilé Asé Fakoládè)

• Ekede Guardiã da Cultura:

1. Ekedhy Kiki Ty Yemonja

2. Ekede Geiza Ti Omolu

Celebração da ancestralidade e dos saberes tradicionais

Durante a premiação, o público poderá acompanhar diversas atrações culturais, como rodas de samba, balé afro, rodas de capoeira, apresentações de música ao vivo, além de barracas de acarajé e outros pratos da culinária afro-brasileira, celebrando a ancestralidade e os saberes tradicionais.

Serviço

1º Prêmio Resistência da Cultura Afro-Brasiliense – Baba Tobi
Data:15 de novembro de 2025 (sábado)
Horário:9h às 22h
Local: Chácara Shalom – DF-250, Brasília/DF
Entrada: Gratuita e aberta ao público

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