
A operação realizada nesta terça-feira (29) no Complexo da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, terminou com um saldo trágico: quatro policiais militares mortos e dezenas de pessoas baleadas. A ação, considerada a mais letal da história do estado, começou durante a madrugada e mobilizou diferentes batalhões da Polícia Militar, com apoio de blindados e helicópteros.
Entre os mortos estão os sargentos André Luiz de Oliveira Figueiredo e Alexandre da Silva Lima, o cabo Felipe da Costa Gomes e o soldado Ítalo Alves da Silva. Todos integravam unidades especializadas e estavam na linha de frente do confronto com criminosos armados.
De acordo com informações da PM, os agentes foram atingidos em diferentes momentos da operação, que tinha como objetivo capturar líderes de facções com atuação na região. O tiroteio intenso se estendeu por horas, e moradores relataram pânico e dificuldades para circular pelas ruas.
Os corpos dos policiais foram levados ao Instituto Médico-Legal, e o governo do estado decretou luto oficial de três dias. Em nota, a corporação lamentou as perdas e destacou o “sacrifício em defesa da sociedade”.
Amigos e familiares usaram as redes sociais para homenagear os militares. O sargento André Luiz era reconhecido pelo envolvimento em ações sociais no batalhão; o cabo Felipe sonhava em seguir carreira como oficial; e o soldado Ítalo, o mais jovem do grupo, havia ingressado na corporação há pouco mais de dois anos.
Enquanto as investigações sobre o confronto avançam, o episódio reacende o debate sobre o modelo de enfrentamento ao crime no Rio e os limites entre o combate à violência e a preservação da vida.