Justiça Eleições
Antes das urnas, o jogo é nos tribunais
O colunista Ruy Conde analisa como o TSE assume o centro do jogo pré-eleitoral no Brasil.
30/10/2025 06h00 Atualizada há 10 meses
Por: Ruy Conde | coluna Voto-Vista
Sede do TSE em Brasília

O período pré-eleitoral começou, não nas ruas, mas nos tribunais.

Enquanto partidos ainda discutem alianças e nomes, o TSE retoma uma pauta que, discretamente, define o tabuleiro da próxima eleição.

Julgamentos sobre fidelidade partidária, tempo de TV, cotas de gênero e irregularidades de campanhas passadas voltam à cena com um peso simbólico que vai muito além da técnica.

É o momento em que o Direito Eleitoral deixa de ser apenas um conjunto de regras e se transforma em ferramenta de poder.

Cada decisão - uma legenda preservada, uma conta rejeitada, uma migração partidária validada - se converte em vantagem política e narrativa. O tribunal, mais do que aplicar a lei, reequilibra o jogo.

A nova arena da disputa política

Nos bastidores, escritórios especializados, consultorias políticas e estruturas de comunicação entram em modo de campanha antecipada. O discurso da “segurança jurídica” é, na prática, o novo nome do marketing eleitoral.

E o que está em disputa não é apenas o registro de candidatura, mas a reputação dos atores que se movem no tabuleiro.

O TSE como epicentro 

O TSE volta a ser o epicentro de poder institucional num país em que a política, cada vez mais, se resolve em gabinetes revestidos de mármore.

Ali, a democracia acontece por vias processuais, e a sentença vira manchete. O que começa como rito jurídico termina, inevitavelmente, como narrativa pública.

 

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