Em uma cúpula realizada nesta segunda-feira (13), em Sharm el-Sheikh, no Egito, líderes de diversas nações confirmaram o compromisso de tornar efetivo o cessar-fogo em Gaza e impulsionar uma agenda de paz duradoura.
O encontro, coorganizado pelo Egito e pelos Estados Unidos, marca a formalização da primeira fase do acordo mediado nos últimos dias.
O documento assinado prevê - entre outras medidas - a liberação dos reféns israelenses que ainda estavam em poder do Hamas e a libertação de centenas de presos palestinos detidos em Israel. Também está contemplada a retirada parcial das tropas israelenses de áreas de Gaza e o início de um amplo plano de reconstrução com supervisão internacional.
Apesar do tom conciliador, Israel e Hamas não participaram diretamente da cerimônia de assinatura. Embora a trégua esteja em vigor, diplomatas alertam que o pacto ainda enfrenta desafios — especialmente no que diz respeito ao desarmamento do Hamas, à governança transitória em Gaza e ao monitoramento internacional.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu optou por não comparecer à cúpula, segundo informou seu gabinete. Já entre os presentes estavam chefes de Estado do Reino Unido, França, Turquia, Catar, Jordânia, além de representantes da União Europeia e da ONU.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um dos principais articuladores do acordo, esteve em Israel antes de seguir para o Egito, onde declarou que “a guerra em Gaza acabou”. Ao lado dele, o presidente egípcio Abdel Fattah el-Sissi afirmou que o Oriente Médio vive agora “um novo capítulo”.
Apesar das celebrações, líderes palestinos pedem cautela e ressaltam que o cessar-fogo precisa vir acompanhado de garantias de segurança, acesso humanitário e reconstrução real. Do outro lado, forças israelenses permanecem em alerta para eventuais violações do pacto.
Os próximos passos envolvem a criação de um mecanismo de monitoramento internacional, a formação de um governo de transição em Gaza e a definição de medidas para o desarmamento do Hamas — pontos que vão determinar se este será o início de uma paz duradoura ou apenas uma trégua temporária.