O primeiro passo do cessar-fogo entre Israel e o Hamas foi dado nesta segunda-feira (13), com a libertação de reféns israelenses mantidos na Faixa de Gaza em troca da soltura de prisioneiros palestinos. A troca, mediada por Egito, Catar e Estados Unidos, representa o gesto inicial de um acordo que busca encerrar dois anos de conflito.
De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, o Hamas entregou 20 reféns israelenses em dois grupos — sete no início da manhã e outros treze no fim do dia. Os libertados foram transferidos para uma base militar israelense, onde receberam atendimento médico e puderam reencontrar suas famílias.
Ao mesmo tempo, prisioneiros palestinos começaram a ser soltos na Cisjordânia, em Ramallah, em meio a manifestações de familiares e apoiadores. Segundo o acordo, Israel deve libertar 1.718 detidos, a maioria presa após os ataques de outubro de 2023.
O acordo estabelece ainda o retorno gradual da ajuda humanitária à Faixa de Gaza, devastada por bombardeios e pela crise humanitária prolongada. O pacto também prevê a entrega de corpos de reféns mortos e a mediação internacional para supervisionar a reconstrução do território.
Apesar do avanço diplomático, analistas alertam que o cessar-fogo é delicado e reversível. Facções dissidentes do Hamas ainda resistem ao desarmamento, e Israel mantém sob vigilância áreas estratégicas próximas à fronteira.
Em Israel, o retorno dos reféns foi recebido com comoção. Imagens divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel mostraram familiares aguardando em hospitais e bases militares. Do lado palestino, a libertação dos prisioneiros foi celebrada como um símbolo de resistência e de esperança por uma nova fase de negociações políticas.
A trégua, segundo diplomatas envolvidos, é vista como o primeiro passo concreto rumo à paz desde o início da guerra em 2023. Ainda assim, especialistas ressaltam que o futuro do acordo dependerá da manutenção do diálogo e da pressão internacional sobre ambos os lados.