A Polícia Federal vem ampliando sua estrutura para enfrentar o crescimento acelerado dos crimes cibernéticos, que impactam diretamente a segurança de dados da população brasileira.
Desde janeiro de 2023, a corporação conta com a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos, criada para concentrar esforços contra delitos de alta tecnologia, como fraudes bancárias e violência sexual contra crianças e adolescentes na internet.
Em entrevista ao portal Lead Notícias, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, destaca que a medida faz parte de uma reestruturação iniciada no começo da gestão, com a criação de novas unidades e a modernização de recursos humanos e tecnológicos.
“Identificamos a necessidade de fazer uma reestruturação na Polícia Federal, criando novas unidades, extinguindo outras, para que tivéssemos a estrutura necessária para enfrentar a criminalidade atual, com todos os detalhes e nuances que exigem atenção”, explicou.
A diretoria atua em operações diárias, com resultados considerados expressivos. Entre os focos estão o enfrentamento à exploração sexual infantil e às fraudes no sistema financeiro.
“Temos mais de uma operação por dia, especialmente na área de enfrentamento à violência sexual infantojuvenil, além das fraudes bancárias”, destacou Rodrigues.
O diretor-geral também ressaltou a importância das parcerias para fortalecer as investigações.
“Firmamos acordos tanto com órgãos públicos, como a Caixa Econômica Federal, quanto com entidades privadas, como a Febraban e a Fiesp, para troca de dados e informações que garantem a qualidade da prova e a excelência das investigações”, afirmou.
Para Rodrigues, o avanço no combate aos crimes virtuais depende da integração entre estrutura, capacitação e cooperação institucional.
“A polícia investiu fortemente em equipamentos, conhecimento e pessoal para enfrentar esse desafio e entregar resultados à sociedade”, concluiu.