Saúde Cuidado
Os perigos do tempo seco para a saúde dos olhos
De ardência à inflamação das pálpebras: por que o tempo seco exige mais cuidado com os olhos
19/09/2025 06h00
Por: Redação
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No período de estiagem do Distrito Federal, os efeitos do clima seco são conhecidos: garganta irritada, nariz sangrando e pele ressecada. O que muitos ainda não percebem é que o mesmo ar árido pode afetar também os olhos, favorecendo a síndrome do olho seco e a blefarite, inflamação das pálpebras cada vez mais frequente.

A oftalmologista Stefânia Diniz, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), explica que as queixas crescem até 25% entre maio e setembro, quando a umidade do ar, como por exemplo em Brasília, cai para níveis próximos a 20%, muito abaixo dos 60% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O olho depende de uma película lacrimal estável para se manter protegido. Com o ar seco, essa camada evapora rápido, causando sintomas como ardência, vermelhidão, visão borrada e sensação de areia nos olhos”, alerta a médica.

Olho seco: quando a lágrima não cumpre seu papel

A síndrome do olho seco ocorre quando há falha na produção ou na qualidade das lágrimas. O clima seco agrava o problema e até pessoas sem histórico oftalmológico passam a sentir desconforto. O uso prolongado de telas, que reduz a frequência do piscar, também aumenta a irritação ocular.

Blefarite: inflamação que piora o ressecamento

A blefarite aparece quando as glândulas das pálpebras ficam obstruídas, comprometendo a qualidade da lágrima. Entre os sintomas estão coceira, crostas nos cílios ao acordar, olhos vermelhos e, nos casos mais graves, perda de cílios ou infecções repetidas.

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Cuidados práticos para o dia a dia

Para reduzir os efeitos do clima seco, a especialista recomenda:

  • piscar com mais frequência ao usar telas;
  • evitar ar-condicionado em excesso;
  • usar umidificadores ou bacias com água nos ambientes;
  • aplicar colírios lubrificantes sem conservantes (com orientação médica);
  • manter a higiene das pálpebras com produtos adequados.

Diagnóstico é essencial

Segundo Stefânia, a automedicação pode mascarar sintomas ou até piorar o quadro.

“O ideal é procurar um oftalmologista, principalmente quando o incômodo é constante. Em Brasília, onde a baixa umidade é recorrente, a prevenção é fundamental para proteger a saúde ocular”, reforça.

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