
Inteligência Artificial, segurança da informação, combate à desinformação e transformação digital estão entre os principais desafios da Justiça Eleitoral nos próximos anos. Mais do que ferramentas, essas discussões envolvem governança, proteção de dados, saúde mental de servidores e estratégias para tornar o Judiciário mais próximo da sociedade.
Esses pontos foram debatidos por especialistas e gestores de todo o país na 3ª edição do Encontro Nacional de Tecnologia e Inovação da Justiça Eleitoral (Enastic da Justiça Eleitoral), realizado entre os dias 20 e 22 de agosto, na Escola Judicial de Pernambuco (Esmape), em Recife (PE). O evento reuniu cerca de 260 participantes e consolidou-se como um espaço de referência para o compartilhamento de experiências e para a construção de soluções que fortaleçam a democracia por meio da tecnologia.
Na abertura, o presidente do TRE-PE, desembargador Cândido Saraiva, afirmou: “Cada avanço tecnológico é, antes de tudo, uma reafirmação de princípios democráticos”. O secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-PB, José Vinicius Veloso, reforçou: “Conhecemos as tendências de outros tribunais como também de empresas que atuam no mercado. A tecnologia tem avançado em uma velocidade cada vez maior, por isso é fundamental conhecer o que está acontecendo e discutir como aplicar essas ferramentas para um resultado eficiente e, ao mesmo tempo, seguro”.
Para Ademir Piccoli, advogado e CEO do J.Ex., a Esmape é uma referência, já que da unidade saíram muitos projetos nacionais.
“Neste evento, tivemos palestras sobre inteligência artificial, cibersegurança e temas relacionados à gestão e às pessoas, pois quem faz a inovação acontecer são as pessoas e, por isso, nada melhor do que estar em uma escola que foi responsável por prepará-las para inovar, usar as tecnologias e fazer a inovação acontecer”, avaliou Piccoli.
O evento também abordou a implementação de plataformas como a GuaIA, voltada ao combate à desinformação e ao discurso de ódio, além de discutir o uso de inteligência artificial para aprimorar a segurança e a transparência do processo eleitoral. Essas iniciativas refletem o compromisso da Justiça Eleitoral em adotar tecnologias que promovam uma democracia mais robusta e acessível.
*Com informações do TRE-CE, TRE-PB e TJPE.