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Escândalo político: áudios, propinas e a irmã de Milei
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26/08/2025 09h37 Atualizada há 1 ano
Por: Eduardo Moura | direto de Buenos Aires

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Um escândalo político tomou conta da Argentina nos últimos dias. O caso surgiu após o vazamento de áudios atribuídos a Diego Spagnuolo, até então chefe da Agência Nacional de Deficiência e amigo próximo do presidente Javier Milei.

Nas gravações, Spagnuolo descreve um suposto esquema de propina na compra de medicamentos destinados a pessoas com deficiência. O tema é delicado, já que envolve um dos setores mais sensíveis da saúde pública.

Segundo as denúncias, laboratórios precisariam pagar um percentual para conseguir contratos com o Estado. Parte desse valor seria destinada a assessores e até à irmã do presidente, Karina Milei, uma das figuras mais poderosas do governo.

A reação foi imediata. Spagnuolo foi demitido por decreto. A Justiça entrou em ação, apreendeu celulares, computadores e documentos, e já abriu uma investigação para seguir os rastros do dinheiro.

O episódio acontece em ano eleitoral. Em outubro, os argentinos vão às urnas para renovar parte do Congresso. Qualquer abalo político pode ter reflexos diretos na base de apoio do governo.

Até agora, Javier Milei e sua irmã preferiram o silêncio. A oposição, por outro lado, pressiona por explicações e aproveita o desgaste para aumentar a pressão no Parlamento.

Um detalhe chama atenção. Diferente de outros escândalos de corrupção no país, este não envolve grandes obras ou contratos bilionários. O centro da denúncia está em um setor simbólico e sensível: o cuidado com pessoas com deficiência. Talvez por isso o impacto está sendo tão grande na opinião pública.

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