Siga @leadnoticia
Se você está em Buenos Aires ou vai embarcar para cá nos próximos dias, fique atento: a greve dos controladores de voo segue firme e já virou um problemão nos principais aeroportos da Argentina.
Na sexta-feira (22), o primeiro dia da paralisação, foram 70 voos cancelados, só a Aerolíneas Argentinas deixou de operar 50 deles. Mais de 12 mil passageiros ficaram no chão. Neste domingo (24), a história se repete: a estatal prevê 42 cancelamentos e estima que 4.400 pessoas serão afetadas.
O clima é de impasse. A Aerolíneas acusa o sindicato de travar até voos que já tinham passageiros embarcados, enquanto os controladores rebatem dizendo que estão sendo alvo de “comunicações maliciosas”. No fundo, a briga é por salários e condições de trabalho, mas quem paga a conta é o passageiro, preso em filas e salas de embarque lotadas.
Para quem depende da aviação, o recado é claro: confira sua reserva antes de sair de casa, acompanhe os canais oficiais da companhia aérea e se prepare para atrasos e reprogramações.
A crise expõe uma realidade: quando os controladores param, não há plano B. A aviação, que deveria ser sinônimo de conexão e agilidade, vira sinônimo de espera e frustração.