Internacional Argentina
Inflação na Argentina dá sinais de alívio, mas ainda preocupa
Resultado mensal continua no menor nível em cinco anos.
14/07/2025 17h22
Por: Eduardo Moura | direto de Buenos Aires
foto tirada na feira de Caminito

A inflação na Argentina continua em queda, mas o processo ainda é cheio de curvas. Em junho, os preços subiram 1,6%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O resultado ficou um pouco acima dos 1,5% de maio, mas abaixo do que o mercado previa, o que no cenário argentino, já é motivo de alívio.

Para entender o tamanho do desafio: no começo do ano, a inflação passava de 25% ao mês. Agora, depois de medidas duras do governo Milei, como cortes de gastos, congelamento de salários e fim de subsídios, a situação começou a se acalmar. No acumulado de 12 meses, o índice caiu para 39,4%. Ainda alto, mas bem distante dos picos recentes.

O presidente Javier Milei comemorou o dado nas redes sociais, alfinetando os críticos. Já o ministro da Economia, Luis Caputo, destacou que o número é mais uma prova de que o plano está funcionando. Os dois apostam que a inflação seguirá caindo e, até o fim do ano, pode ficar na casa dos 20 e poucos por cento.

Mas não é só festa. O alívio nos preços vem acompanhado de queda no consumo, alta do desemprego e muito aperto na vida do argentino comum. Ou seja: o dragão da inflação está mais calmo, mas ainda solta fumaça.