Existe um tema que, apesar de polêmico, é de extrema importância: a união entre empreendedorismo e música. E, como alguém que vive e faz parte desses dois universos, me sinto na responsabilidade de trazer essa reflexão.
Por que alguns artistas são tão desvalorizados, enquanto outros conseguem se posicionar e serem devidamente reconhecidos? Por que essa diferença tão gritante quando falamos de pagamento, contratação e respeito profissional?
A resposta, infelizmente, passa pela forma como o mercado funciona. O que temos visto, cada vez mais, é a perda de espaço, de oportunidades e, principalmente, de valorização da classe artística. E sabe por quê?
Porque sempre haverá quem, por necessidade, falta de opção ou até desconhecimento do seu valor, acaba aceitando qualquer proposta, qualquer “esmola” que oferecem. Isso enfraquece toda a cadeia e abre precedentes para a prostituição da profissão, no sentido de desvalorizar o trabalho artístico, tratando-o como um favor ou entretenimento gratuito, e não como uma profissão séria.
Mas é preciso fazer um alerta e, ao mesmo tempo, um chamado: MÚSICA É TRABALHO. ARTE É PROFISSÃO.
Por trás de cada voz, cada show, cada acorde, existem horas de ensaio, investimento em equipamento, divulgação, logística, equipe técnica e, sobretudo, dedicação. Nenhum outro profissional aceita trabalhar sem receber o justo. E com o artista não pode ser diferente.
Valorizar quem faz arte é fortalecer a cultura, a economia criativa e a identidade de um povo. Que possamos, cada vez mais, cobrar respeito, estabelecer nosso valor e ocupar os espaços que são nossos por direito.