Em entrevista ao portal Lead Notícia, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, fez um balanço das ações do governo federal no enfrentamento à pobreza extrema no Brasil.
Segundo o ministro, o país tem registrado avanços consistentes, mas ainda enfrenta desafios importantes para consolidar esses resultados, especialmente em regiões historicamente vulneráveis como o semiárido nordestino, a Amazônia Legal e as periferias urbanas.
Políticas públicas estruturantes
Desde 2023, o Ministério retomou programas sociais de grande alcance, como o Bolsa Família e o Cadastro Único, e intensificou os investimentos em segurança alimentar. A estratégia inclui também ações voltadas à inclusão produtiva, para que as famílias em situação de vulnerabilidade tenham condições reais de superar a pobreza com autonomia.
Direito à alimentação e proteção social fortalecida
Para garantir o direito à alimentação, o Ministério ampliou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), incluindo modalidades específicas para indígenas e comunidades tradicionais, e reforçou o Programa Cisternas, que já entregou mais de 68 mil tecnologias sociais de acesso à água. O investimento ultrapassa os R$ 679 milhões e beneficia populações do Semiárido, da Amazônia e do Rio Grande do Sul.
Na área da proteção social, o Bolsa Família foi reestruturado com novos critérios de composição familiar e benefícios adicionais para crianças, adolescentes e gestantes. "O Cadastro Único passou por uma modernização tecnológica, com cruzamento de dados e ampliação da fiscalização para garantir que os recursos cheguem a quem mais precisa", destaca.
Inclusão produtiva como novo eixo de atuação
Entre os principais resultados da atual gestão, Wellington Dias destaca a retirada de 24,4 milhões de pessoas da fome e o avanço no combate à desigualdade. Outro destaque é o programa Acredita no Primeiro Passo, que oferece formação, qualificação e microcrédito para beneficiários do CadÚnico e do Bolsa Família.
Até maio de 2025, a iniciativa já havia injetado cerca de R$ 3,2 bilhões em pequenos negócios, beneficiando quase 200 mil pessoas com acesso a crédito com juros reduzidos. “Apostamos no potencial empreendedor das famílias inscritas no CadÚnico como caminho de superação da pobreza”, afirmou.
Prioridades para o segundo semestre
Além das ações internas, o governo federal tem ampliado sua atuação no cenário internacional. A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta pelo presidente Lula no G20, visa acelerar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 1 e 2 — erradicação da pobreza extrema e da fome — por meio da cooperação global.