Cefaleia Hípnica: você já ouviu falar?

médico Carlos Gropen

Por: Redação
07/07/2025 às 10h42 Atualizada em 09/07/2025 às 16h16

Especialista em dor, o médico Carlos Gropen explica esse tipo raro de dor de cabeça que surge durante o sono e ainda é pouco conhecido até mesmo por profissionais da saúde.

médico Carlos Gropen

A cefaleia hípnica, embora considerada rara e responsável por menos de 0,1% dos casos de cefaleia diagnosticados, pode estar subestimada na prática clínica. Caracteriza-se por crises de dor que surgem exclusivamente durante o sono, levando o paciente a despertar — frequentemente entre 1h e 3h da manhã — com uma dor surda ou latejante, de intensidade variável”, explica o médico.

Por anos, a cefaleia hípnica foi chamada de “cefaleia dos sonhos” — já que a dor surge no início da madrugada, justamente quando os sonhos costumam florescer no sono REM. É como se o cérebro, ao começar a sonhar, disparasse também um alarme silencioso de dor, acordando a pessoa no mesmo horário todas as noites. Embora classificada como rara, talvez seja apenas pouco reconhecida — especialmente em idosos que acordam sem entender por que, sempre com uma dor de cabeça persistente.

Estudos mostram que a cefaleia hípnica afeta predominantemente pessoas acima dos 50 anos, sendo duas vezes mais comum em mulheres. Segundo a Sociedade Internacional de Cefaleia, as crises duram, em média, de 15 minutos a 4 horas e podem ocorrer até 15 vezes por mês — embora em muitos casos sejam todos os dias, despertando o paciente sempre no mesmo horário durante a madrugada.

“É uma dor geralmente leve a moderada, muitas vezes bilateral e recorrente, o que compromete o sono e, consequentemente, a saúde mental e física do paciente. Em alguns casos, no entanto, a dor pode atingir intensidade grave, causando ainda mais impacto na qualidade de vida”, reforça o doutor Gropen.

O diagnóstico é clínico, e muitos pacientes passam anos sem identificar corretamente a causa das dores. Por isso, a avaliação com um especialista é fundamental.

O tratamento costuma incluir o uso de cafeína antes de dormir, além de medicamentos como indometacina ou lítio, que trazem bons resultados na maioria dos casos. Mas vale lembrar: nenhum tratamento deve ser iniciado sem uma avaliação médica adequada. Outras causas de dor de cabeça noturna — como o aumento da pressão dentro do crânio, por exemplo — precisam ser descartadas, já que exigem abordagens completamente diferentes.

“O mais importante é saber que a cefaleia hípnica tem tratamento. Não é normal acordar com dor de cabeça repetidamente. Procurar ajuda médica é essencial para recuperar o bem-estar e o sono de qualidade”, conclui doutor Gropen.

O médico Carlos Gropen, especialista em dor crônicas, atende na Clínica IBDOR, em Brasília, localizada na 709 Sul - Centro Médico Julio Adnet.

*informação assessoria de imprensa

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