Instagram: @fatimauchoa.journalist / LinkedIn: Fátima Uchôa / X: @UchoaJournalist
Entre Linhas, escrever é uma arte. Todos já sabemos. Na escrita, o autor tem a liberdade de expressar sentimentos, dividir e multiplicar conhecimentos, fazer o outro visualizar imagens, sentir aromas, sabores, sentimentos... Também poderá estar fadado ao fracasso, caso não consiga nada disso. E eu me desafiei a encarar o convite de um ex-chefe (o melhor que já tive) e, agora, colega de trabalho e amigo, a estar aqui, correndo o risco de ser lida ou desdenhada. Gosto de colocar a cara a tapas, porque óleo de peroba não me falta.
Desejo que você, meu leitor, “me leia” até o final. Quero que nossos encontros mensais sejam leves, mas não rasos; intensos na (quase) brevidade; sensatos sem rispidez. Espero que, a cada leitura – Entre Linhas & Leis – você experimente, reflita, sinta, faça, mude, cobre e se cobre o que for necessário para se sentir melhor. Aqui vou contar histórias cotidianas nas quais ora serei autora, ora protagonista, ora mera coadjuvante, ora simples olheira ou mesmo opiniosa.
Se eu conseguir fazer com que você sinta as mesmas sensações que eu já tive ao ler alguns dos infinitos textos ao longo da minha vida, acreditarei piamente que meu desafio estará cumprido a cada encontro. Em resumo, minha meta com a sua leitura é chegar o mais perto da sensação que já tive ao me deliciar com um texto bem simplório, mas tão profundo de sentimentos e vivências, de uma colega jornalista, conterrânea de Cajazeiras (Pb). Ela descreveu uma receita de arroz soltinho que a avó dela fazia. Acreditem: cheguei a ver a panela de barro e a colher de pau no manuseio do arroz no fogão a lenha, senti o cheiro do alho torradinho e até experimentei o sabor inigualável da comidinha que só nossas avós sabem (ou sabiam) fazer.
Que você experimente os textos desta coluna com o olhar que quiser. Você tem total liberdade para tanto. Já que eu aceitei o convite de estar aqui como mais um desafio na minha vida, espero que você também aceite o meu convite para me acompanhar a cada jornada de leitura. Aqui será um espaço livre, sem amarras, pra gente refletir pontos cruciais, pormenores ou genéricos, de situações emblemáticas, inclusive e especialmente, do cenário jurídico. Eu não pretendo engessar nada, fazendo referências apenas a decisões judiciais. O nosso dia a dia, os nossos direitos e os nossos deveres, o mundo do jornalismo jurídico e tudo o que possa nos conectar ao direito serão mote desta coluna.
Estarei aberta a receber suas sugestões – doces ou ácidas – e, claro, elogios – quem não quer, né? Afinal, nesta vida, melhor ser quente ou frio, nunca morno! Não tenho intenção alguma de passar despercebida por onde quer que eu caminhe. E quero até levar adiante, para sempre, os dizeres da minha mainha, Edite Uchôa: “minha filha, você é afoita!” Também levo em conta o que meu saudoso irmão William Uchôa me disse, certa vez, em tom de espanto: "você tem a coragem de voar para longe do ninho."
Ah, e para você saber: Entre Linhas não é entrelinhas, até porque minha intenção aqui é ser objetiva, com postagens diretas e simples, mas sem deixar vácuos – a não ser os que sirvam para o seu (re)pensamento e a sua própria conclusão.
A gente se encontra aqui!