Quando se fala em Dia das Crianças, a primeira imagem que vem à mente são os corredores de lojas de brinquedos.
No entanto, uma tendência vem crescendo entre as famílias brasileiras: presentear os filhos com o primeiro investimento.
Segundo os últimos dados da B3, o número de investidores no Tesouro Educa+, título voltado ao planejamento de despesas educacionais, mais que dobrou entre o fim de 2024 e o primeiro semestre de 2025.
Mas, afinal, criança pode investir e gerenciar o próprio dinheiro? A resposta é sim, e quanto mais cedo, melhor.
Mais do que apenas acumular dinheiro para a faculdade, introduzir uma rotina financeira para um menor de idade é uma das ferramentas pedagógicas mais eficientes para ensinar planejamento na prática.
Uma das estratégias de investimentos para crianças pode ser dividida em "potes" ou objetivos, é o que orienta o especialista em investimentos e líder regional da XP no Centro-Oeste, Marco Loureiro.
1. O Pote do Curto Prazo (aprendendo a poupar)
Para objetivos que a criança deseja realizar em poucos meses ou em até dois anos, como: comprar um videogame novo ou uma bicicleta.
Onde investir: produtos de renda fixa com liquidez diária e baixíssimo risco, como o Tesouro Selic ou fundos de renda fixa simples.
O objetivo é que a criança veja o dinheiro seguro e rendendo um pouco todo mês, sem sustos, disponível para suas metas de curto prazo.
2. O Pote do Longo Prazo (o futuro e a proteção)
Para o dinheiro que só será usado na vida adulta (intercâmbio, faculdade ou primeiro negócio).
Onde investir: Títulos do Tesouro IPCA+ são os grandes favoritos. Eles garantem um rendimento real acima da inflação, protegendo o poder de compra do dinheiro pelas próximas décadas.
3. O Pote do Sócio (educação na prática):
Para pré-adolescentes e adolescentes, a Renda Variável pode ser introduzida de forma lúdica.
Onde investir: ações de empresas brasileiras ou BDRs (recibos de ações globais) de marcas que a criança consome e admira, como Disney, Apple ou empresas de tecnologia e games.
A ideia não é buscar lucro rápido, mas ensinar o conceito de ser "dono" de um pedacinho da empresa.
Para Marco Loureiro, uma jornada de sucesso merece uma introdução ao mundo das finanças integrada à rotina.
Para isso, o especialista apresenta as três regras de ouro da educação financeira infantil.
“Primeiro, transforme o intangível em visual. Para crianças menores, o dinheiro no aplicativo é muito abstrato. Mostre os saldos e rendimentos na tela de forma lúdica, demonstrando na prática os ganhos e perdas. Segundo, seja o ‘investidor anjo’ do seu filho: se a criança deseja comprar algo caro no cartão de débito, proponha um acordo. Se ela economizar uma parte da mesada, você completa o restante. Isso ensina o conceito de parceria e esforço”, afirma.
Como terceira dica, o especialista alerta para deixar as crianças errarem enquanto é barato.
“Se o seu filho de 12 anos quiser gastar todo o limite do Pix em algo supérfluo na primeira semana do mês, permita. A frustração de ficar sem saldo no aplicativo nos outros dias é uma lição inestimável que custa muito pouco na infância, mas que evita grandes endividamentos na vida adulta”, orienta.
Para tirar a educação financeira da teoria, a XP disponibiliza a Conta Menor, uma solução que permite aos responsáveis introduzir crianças e adolescentes à rotina de gestão financeira, com autonomia adequada à idade e acompanhamento dos pais.
O objetivo é que os jovens tenham uma experiência prática com a organização financeira e os investimentos, enquanto os responsáveis mantêm ferramentas de controle.
A abertura é simplificada, feita diretamente pelo aplicativo do responsável legal, mantendo o vínculo até a maioridade.
Acesso individualizado e seguro: O menor utiliza o aplicativo com seu próprio CPF e token.
Para garantir ainda mais segurança, a partir dos 12 anos há também a validação por biometria facial.
Autonomia no dia a dia: A conta oferece acesso a recursos práticos, como Pix, pagamentos e cartão de débito digital, além da possibilidade de acessar todo o ecossistema de investimentos da corretora.
Controle pelos responsáveis: A liberdade vem com supervisão.
Os pais podem acompanhar todas as movimentações e estabelecer limites personalizados para operações, como teto para transferências via Pix, limite de pagamentos e uso do cartão.
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