Entrar em uma cafeteria, experimentar diferentes cafés especiais e não pagar pela degustação. A proposta já funciona em São Lourenço, no Sul de Minas Gerais, e deve chegar a São Paulo ainda este ano.
A iniciativa é do produtor e empresário Luiz Paulo Dias Pereira Filho. Na chamada “escola modelo”, o visitante pode provar cafés especiais sem limite de quantidade ou variedade.
A ideia é aproximar o consumidor de micro e nanolotes, produzidos em pequenas quantidades e com características próprias de aroma e sabor.
A degustação gratuita faz parte da estratégia do negócio. O visitante conhece diferentes cafés, aprende sobre o preparo e, se gostar, pode comprar o produto para levar para casa.
O espaço recebe dezenas de pessoas por dia, segundo Luiz Paulo.
Além de provar, o consumidor pode aprender sobre moagem, quantidade de café utilizada e formas de preparo. A proposta é que consiga reproduzir a experiência depois em casa.
“Quero minhas lojas cheias, todos os dias, com pessoas bebendo cafés especiais de graça. Isso fará com que um público cada vez maior conheça esses lotes raros e se interesse por eles, o que, por consequência, aumentará a busca por esses cafés diferenciados, uma vez que essas pessoas também desejarão consumir esse produto de excelência nos lares ou mesmo presentear amigos. É aí que entra o foco comercial, com elas adquirindo os cafés diretamente na loja para levar para casa”, explica.
Luiz Paulo também produz cafés de alto valor em uma fazenda em Carmo de Minas, também no Sul de Minas.
Entre eles está o Coffea eugenioides, uma espécie rara e de baixa produtividade. Atualmente, segundo o produtor, são colhidas cerca de dez sacas por ano. Cada uma é negociada por aproximadamente US$ 20 mil com compradores internacionais.
Alguns microlotes alcançaram valores ainda mais altos. Em maio, 70 gramas de um café da variedade geisha foram vendidos por R$ 3 mil. Uma semana depois, um lote de 100 gramas, fermentado a frio durante sete dias, foi comercializado por R$ 10 mil.
O modelo deve ganhar uma nova unidade em São Paulo. Segundo o empresário, as negociações estão avançadas para que a primeira loja na capital paulista seja instalada ainda em 2026.
A intenção é abrir outros espaços pelo Brasil nos próximos anos. A aposta é simples: deixar mais pessoas experimentarem cafés especiais para aumentar o interesse por produtos que ainda são pouco conhecidos por parte dos consumidores.
“Procuro inovações constantemente, estudando o que acontece de melhor no mundo e garimpando cafés que sejam verdadeiras joias. Minha ideia é desmistificar a produção do café de luxo, como um ‘coffee maker’, e mostrar ao mundo que o Brasil está na vanguarda desse mercado. Agora, através das lojas que ampliaremos ao longo dos próximos anos pelo Brasil, quero permitir que os consumidores brasileiros conheçam e possam se deliciar com essas obras-primas”, conclui.