Os óculos inteligentes entraram na lista de equipamentos que não podem acompanhar o eleitor na cabine de votação nas eleições de 2026.
A proibição vale para modelos capazes de tirar fotos, gravar vídeos ou transmitir informações. Mesmo que estejam desligados, os dispositivos devem ser deixados fora da cabine antes de o eleitor se dirigir à urna.
A regra também vale para celulares, câmeras, filmadoras, relógios e pulseiras conectados, microcâmeras e equipamentos de radiocomunicação.
O objetivo é preservar o sigilo do voto. A legislação eleitoral proíbe qualquer equipamento que permita registrar, transmitir ou divulgar a escolha feita pelo eleitor.
A preocupação com os óculos inteligentes aumentou à medida que os aparelhos ficaram mais discretos. Alguns modelos se parecem com óculos convencionais, mas possuem câmeras, microfones e conexão com outros dispositivos.
Antes de votar, o eleitor deverá deixar o equipamento no local indicado pela mesa receptora.
Quem se recusar a deixar um equipamento proibido fora da cabine não poderá votar naquele momento. A ocorrência deverá ser registrada em ata.
Dependendo da situação, o presidente da mesa também poderá acionar a polícia e comunicar o caso à Justiça Eleitoral.
A restrição não se limita aos aparelhos eletrônicos mais conhecidos. Canetas, chaveiros, bonés, broches ou outros objetos que tenham câmera, microfone ou recurso de comunicação também devem ficar fora da cabine.
A tradicional “cola eleitoral” continua permitida. O eleitor pode levar um papel com os números dos candidatos e consultá-lo na hora de votar.
A recomendação da Justiça Eleitoral é anotar os números previamente e na ordem em que os cargos aparecerão na urna.
O primeiro turno das eleições será realizado no próximo domingo, 4 de outubro.