O comércio do Distrito Federal cresceu acima da média nacional nos primeiros sete meses de 2026. As vendas do varejo ampliado avançaram 7,3% entre janeiro e julho, na comparação com o mesmo período do ano passado.
No comércio varejista, a alta foi de 7,6%. Os dados fazem parte de um levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), com base em números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No país, o ritmo foi menor. O comércio varejista brasileiro cresceu 1,8% no mesmo período. Já o varejo ampliado teve alta de 1,9%.
O varejo ampliado reúne um número maior de atividades comerciais. Entram nessa conta, por exemplo, segmentos como veículos e materiais de construção.
O crescimento no DF aparece em diferentes áreas do comércio. O maior avanço foi registrado no segmento de materiais para escritório, incluindo equipamentos de informática, com alta de 47,5%.
Outros artigos de uso pessoal e doméstico cresceram 29,1%. As vendas de veículos, motocicletas, partes e peças avançaram 13,8%.
Também tiveram resultado positivo os segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria, com alta de 12,7%, e móveis e eletrodomésticos, com 11,2%.
Hipermercados e supermercados cresceram 7,8%. Já os artigos médicos e farmacêuticos tiveram avanço de 7,6%.
Das 11 atividades comerciais acompanhadas pelo IBGE, apenas três apresentaram queda no acumulado do ano.
Para o presidente da CDL-DF, Eduardo Rodrigues, os números mostram a força do consumo no Distrito Federal. Ele ressalta, porém, que é preciso acompanhar os fatores que podem limitar a continuidade desse crescimento.
“O desempenho do comércio no Distrito Federal mostra uma economia com capacidade de consumo e um setor empresarial que continua movimentando a atividade econômica. É um resultado importante, especialmente quando observamos que o crescimento local está acima da média nacional”, afirma.