Justiça | Manchete
Fachin adia julgamento sobre atuação de André Mendonça no caso Master
Sessão estava marcada para 23 de setembro e foi retirada da pauta do STF.
17/09/2026 13h03
Por: Redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou da pauta o julgamento que analisaria a atuação do ministro André Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master. A sessão estava prevista para a próxima quarta-feira (23).

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (17). Ainda não há uma nova data para o julgamento.

Fachin justificou o adiamento pela existência de questões ainda pendentes no plenário do Supremo. Entre elas está a discussão sobre a tramitação dos processos envolvendo Mendonça e Alexandre de Moraes e sobre quem deve ficar responsável pela relatoria.

Pedido de vista

A discussão começou na sessão extraordinária de terça-feira (15), convocada inicialmente para analisar o caso envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Durante a sessão, os ministros passaram a discutir se os casos relacionados a Moraes e Mendonça deveriam ser analisados juntos ou separadamente. Também houve questionamentos sobre a relatoria dos processos.

O STF chegou a um placar formal de 4 a 3 pela manutenção dos casos separados. A definição, porém, foi suspensa depois que Flávio Dino pediu vista e solicitou mais tempo para analisar o processo.

Com a questão ainda em aberto, Fachin decidiu retirar o julgamento de Mendonça do calendário. Segundo o presidente do STF, os pontos que aguardam uma definição têm relação direta com a análise do caso.

Caso Mendonça

O processo que envolve André Mendonça reúne questionamentos sobre a atuação do ministro na condução de investigações relacionadas ao Banco Master.

Alexandre de Moraes pediu que a Corte analisasse supostas irregularidades atribuídas ao colega. Entre os pontos levantados estão questionamentos sobre a condução de investigações e procedimentos adotados durante a relatoria de casos ligados ao banco.

Mendonça contesta as acusações e defende a regularidade de sua atuação.

A análise estava inicialmente marcada para 23 de setembro. Agora, uma nova data dependerá do andamento da discussão que está sob vista de Flávio Dino e de uma nova decisão da Presidência do STF.