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Fenasbac promove debates sobre inovação financeira no Rio
Federação levou pautas de tecnologia e regulação a dois eventos no Rio de Janeiro, reunindo reguladores, bancos, fintechs e big techs para discutir tokenização, inteligência artificial e segurança do sistema financeiro nacional.
08/09/2026 16h48
Por: Redação Fonte: Agência Dino

A Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac) posicionou os temas de inovação financeira e regulação em duas das principais conferências de tecnologia realizadas no Rio de Janeiro em agosto de 2026. A instituição promoveu o painel Fintech & Finance (TILT the Future), dentro da Rio Innovation Week, no dia 6 de agosto, e liderou a trilha Regulation Rocks, realizada durante o Blockchain.RIO, nos dias 12 e 13 do mesmo mês.

Os dois encontros atuaram de forma complementar: o TILT reuniu fintechs, big techs, bancos e a academia para debater os rumos da transformação digital, enquanto o Regulation Rocks trouxe o Banco Central e a CVM para discutir a evolução regulatória e a segurança jurídica necessárias para sustentá-la.

Segundo a Fenasbac, a presença em ambos os eventos reforça a atuação em ecossistemas já consolidados de tecnologia e inovação, como o universo de blockchain e o de startups. A Federação atua no Sistema Financeiro Nacional (SFN) como ponto de convergência entre reguladores, mercado tradicional, academia e inovadores, papel que se reflete no histórico de parcerias mantidas com o Banco Central em programas como o LIFT, laboratório voltado à aceleração de protótipos tecnológicos para o setor.

Rodrigoh Henriques, diretor de Inovação e Estratégia da Fenasbac, afirma que a integração a esses palcos estratégicos reforça a leitura de que regulação e tecnologia caminham juntas. "A nossa atuação nesses eventos valida o objetivo de acelerar o futuro do Sistema Financeiro Nacional, garantindo que a transformação digital brasileira ocorra sob pilares como segurança jurídica, interoperabilidade, eficiência de mercado e inovação aberta", diz o executivo.

Diversidade amplia o alcance do debate regulatório

Para Henriques, levar as discussões sobre regulação e novos modelos de negócio para conferências amplas, como a Rio Innovation Week e o Blockchain.RIO, tem um efeito diferente de promovê-las isoladamente. "Debates isolados tendem a atingir apenas os interlocutores habituais. Ao integrar conferências desse porte, fomentamos a construção conjunta entre reguladores, grandes bancos, fintechs, big techs, empreendedores e academia", assinala.

O executivo avalia que essa pluralidade de participantes muda a natureza da conversa, já que aproxima quem formula as normas de quem desenvolve as soluções técnicas e de quem opera a infraestrutura do mercado. De acordo com ele, esse formato consolida a posição da Federação como espaço de convergência para a inovação financeira no país, impulsionando o surgimento de soluções mais eficientes, seguras e alinhadas às reais demandas do ecossistema financeiro.

Tendências discutidas apontam caminhos para o setor em 2026

Entre os temas debatidos nos dois eventos, a Fenasbac destaca frentes que devem orientar o mercado financeiro ao longo do ano. A primeira envolve o avanço da inteligência artificial aplicada a pagamentos autônomos, que exige frameworks de governança capazes de definir quais decisões cabem às máquinas e quais exigem validação humana, garantindo rastreabilidade das operações.

A segunda é a tokenização do núcleo bancário, que deixou de ser um teste isolado para se tornar parte da infraestrutura real do setor, com desafios regulatórios voltados à resiliência tecnológica de provedores e ao monitoramento de operações em tempo real.

A evolução do Open Finance também esteve em pauta, com o compartilhamento de dados avançando para produtos mais personalizados, enquanto iniciativas como o Drex, moeda digital do Banco Central, avançam em mecanismos de privacidade programável. Já o combate a fraudes e à engenharia social digital foi tratado como imperativo de resiliência sistêmica, exigindo cruzamento de dados em tempo real para conter riscos antes que se concretizem em transações fraudulentas.

Por fim, a Federação apontou a maturidade de sandboxes regulatórios e laboratórios de inovação, como o LIFT e LEAP, ambientes que ajudam soluções a sair da fase de prova de conceito e alcançar resultados financeiros, desde que demonstrem demanda real de mercado e conformidade regulatória.

Aliança internacional reforça o combate a fraudes no setor

O enfrentamento às fraudes digitais no Brasil ganha novos recursos por meio da aliança entre a Fenasbac e a Global Anti-Scam Alliance (GASA). Como fruto prático dessa cooperação, as instituições lançaram o relatório "O Impacto dos Golpes Digitais no Sistema Financeiro Brasileiro – The Brazil Blueprint", documento que reúne contribuições do Banco Central, Febraban e empresas de tecnologia sobre colaboração, inteligência e responsabilidade compartilhada para fortalecer a resiliência do setor.

A Federação também prevê ampliar suas edições de eventos temáticos, unindo pautas regulatórias a discussões sobre inteligência artificial, tokenização do núcleo bancário e pagamentos autônomos. Henriques sustenta que o objetivo é seguir apoiando programas de aceleração de startups, como o NEXT, desenvolvido em parceria com grandes corporações do setor financeiro, para que a inovação no país avance de forma escalável, interoperável e segura.

A presença simultânea nos dois painéis situa a Fenasbac entre as poucas instituições do setor financeiro nacional dedicadas a promover diálogo direto entre reguladores, mercado, academia e ecossistema de inovação. A Federação, com mais de cinco décadas de história ligada ao Banco Central, mantém para os próximos anos a meta de ampliar seus programas de inovação aberta e sua presença em conferências internacionais de tecnologia e finanças.

Para mais informações, basta acessar: https://bit.ly/Fenasbac-site