
O Banco Central (BC) cortou hoje a taxa básica de juros da economia brasileira de 14,25% para 14% ao ano. A nova redução se deve especialmente à desaceleração da inflação, que em julho subiu apenas 0,06%, segundo o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), somando 4,52% no acumulado dos últimos 12 meses.
A decisão já era esperada por participantes do mercado financeiro, que já precificavam uma queda de 0,25% nesta reunião. Apesar de esperar pela redução, o mercado se dividiu quanto ao tom do comunicado e sobre o momento apropriado para diminuição dos juros.
Horas antes da decisão do Copom, o presidente Luiz Inácio Lula (PT) disse que é preciso "resolver a taxa de juros".
"Temos que cuidar para que, do ponto de vista econômico, a gente tenha bastante seriedade fiscal para não gastar aquilo que a gente não tem e, ao mesmo tempo, trabalhar para reduzir a taxa de juros", disse o presidente aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos.
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. A sigla significa “Sistema Especial de Liquidação e de Custódia”, mas, na prática, representa os juros cobrados entre bancos e serve de referência para diversas taxas aplicadas ao consumidor.
Quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro. Isso reduz empréstimos, investimentos e contratações, esfria o consumo e ajuda a conter a inflação. Quando ela cai, o crédito fica mais barato e estimula investimentos, contratações e o consumo.
. A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação.
. Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic, uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país.
. Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país.
. Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.