A Espanha reforçou a segurança na cidade autônoma de Ceuta, no norte da África, após uma nova onda de entradas irregulares de migrantes pela fronteira com o Marrocos. O governo espanhol determinou o envio de militares para apoiar as forças de segurança na região.
Segundo o Ministério do Interior da Espanha, três pelotões, com 20 soldados cada, além de uma unidade de mergulho e uma embarcação militar, serão mobilizados para atuar na fronteira. O reforço também inclui o aumento do efetivo de unidades especiais da polícia.
O governo regional de Ceuta havia solicitado apoio de Madri diante do aumento do fluxo migratório. As autoridades locais afirmam que a estrutura de acolhimento da cidade está sob pressão e pediram medidas para reforçar o controle da fronteira.
A emissora pública espanhola TVE informou que entre 2 mil e 3 mil migrantes cruzaram a fronteira nos últimos dias. Muitos chegaram pelo mar, contornando quebra-mares ou nadando até o território espanhol.
De acordo com as autoridades espanholas, parte dos migrantes foi devolvida ao Marrocos. A operação ocorre em cooperação com o governo marroquino, que também reforçou o policiamento na fronteira para tentar conter novas travessias.
A crise reacende o debate sobre o controle das fronteiras externas da União Europeia. Ceuta e Melilla, cidades espanholas localizadas no norte da África, são as únicas fronteiras terrestres entre a União Europeia e o continente africano.