O presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou que irá ao Brasil para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
A viagem tem forte significado político. Mais do que prestigiar um aliado, Milei busca reforçar a aproximação entre lideranças da direita sul-americana e ampliar sua influência no debate regional.
A presença do argentino também rompe com a tradição de maior cautela adotada por chefes de Estado em disputas eleitorais de países vizinhos.
Ao dividir o palanque com Flávio Bolsonaro, Milei sinaliza que pretende transformar a afinidade ideológica em uma aliança política que ultrapassa as fronteiras da Argentina. O movimento ocorre em um momento de relação desgastada entre Buenos Aires e Brasília.
Desde o início do governo Milei, as diferenças com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornaram frequentes e reduziram o diálogo político entre os dois países.
Agora, a disputa ganha um novo capítulo, com a entrada direta do presidente argentino na campanha brasileira.
Para Flávio Bolsonaro, o apoio de Milei fortalece a imagem de uma direita articulada internacionalmente. Para o governo Lula, a visita pode ser interpretada como uma interferência externa no processo eleitoral.
Independentemente da leitura política, o episódio mostra que as eleições na América do Sul deixaram de ser apenas questões nacionais e passaram a integrar uma disputa regional por influência e protagonismo.
Milei também confirmou que participará das posses de Keiko Fujimori na Presidência do Peru, no dia 28 de julho, e de Abelardo de la Espriella, na Presidência da Colômbia, no dia 7 de agosto. De la Espriella e Milei se falaram algumas vezes durante a campanha do colombiano à Presidência.
🔺Leia aqui como foi o encontro de Flávio Bolsonaro com Milei, em Buenos Aires.