Com mais de 20 mil estudantes, Austrália aposta no Brasil

País intensifica estratégia de diversificação internacional e aposta em pesquisa, pós-graduação e cooperação universitária

Por: Redação Fonte: Agência Dino
26/06/2026 às 13h40

Segundo o governo australiano, o Brasil consolidou-se como o quarto maior mercado em volume de solicitações de vistos para estudantes internacionais com destino à Austrália, posicionando-se atrás apenas de China, Índia e Nepal. Entre julho de 2024 e junho de 2025, foram registradas 15.450 solicitações de visto estudantil por brasileiros, movimento que reforça o interesse crescente pelo país como destino de formação acadêmica e impulsiona uma nova etapa da relação educacional entre as duas nações.

O avanço ocorre em um momento de transformação na estratégia de internacionalização da educação australiana. Tradicionalmente concentrado em mercados asiáticos, o país vem ampliando sua atuação em regiões consideradas estratégicas para o futuro da cooperação acadêmica global, incluindo a América Latina.

Segundo Phil Honeywood, CEO do International Education Association of Australia (IEAA), o objetivo é construir relações de longo prazo com países que apresentem potencial para intercâmbio de conhecimento, desenvolvimento científico e formação de talentos.

"Estamos ampliando nossa presença em mercados que oferecem oportunidades de colaboração acadêmica e científica de longo prazo. O Brasil reúne universidades de excelência, capacidade de pesquisa e uma comunidade estudantil altamente qualificada, o que cria um ambiente favorável para novas parcerias", afirma.

Brasil em posição de destaque

Além do crescimento no número de estudantes, o Brasil também vem ganhando relevância no ambiente de cooperação universitária. Atualmente, existem 82 acordos firmados entre instituições brasileiras e australianas, envolvendo intercâmbio estudantil, programas de mobilidade, pesquisa conjunta e desenvolvimento acadêmico.

As áreas consideradas prioritárias para essa colaboração refletem interesses estratégicos compartilhados pelos dois países, incluindo agricultura, mineração, engenharia, tecnologia, mudanças climáticas, aquicultura e turismo.

Embora cursos de inglês e programas profissionalizantes continuem atraindo brasileiros para a Austrália, o foco das novas iniciativas está cada vez mais direcionado à pós-graduação e à pesquisa. A estratégia prevê ampliar oportunidades para estudantes brasileiros em programas de mestrado e doutorado, especialmente em áreas que demandam acesso a infraestrutura avançada, centros de excelência e projetos internacionais de inovação.

"O fortalecimento dessa agenda é impulsionado tanto por bolsas oferecidas pelas universidades australianas quanto por mecanismos de incentivo à pesquisa existentes no Brasil, criando novas oportunidades para a formação de pesquisadores e para a produção conjunta de conhecimento", diz Honeywood.

De acordo com o ranking mais recente da BELTA, a Austrália já ocupa a sexta posição entre os destinos mais pesquisados pelos brasileiros que desejam estudar no exterior, tendência que deve se fortalecer nos próximos anos à medida que as instituições australianas ampliam sua presença na América Latina.

Além do Brasil, países como Colômbia, Chile e Argentina também estão entre os mercados prioritários da nova estratégia australiana. A expectativa é que o movimento amplie o fluxo de estudantes, pesquisadores e projetos de cooperação acadêmica entre as regiões, fortalecendo conexões educacionais em áreas consideradas essenciais para o desenvolvimento econômico e científico global.

Como estudar na Austrália

Para os interessados em cursar uma graduação ou especialização na Austrália, o processo é simples e direto:

  • Acessar o site oficial do Governo da Austrália (StudyAustralia.gov.au);
  • Buscar cursos por área, nível acadêmico ou instituição;
  • Escolher o programa mais alinhado aos objetivos;
  • Clicar em "Enquire" e enviar a consulta diretamente à instituição.
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