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Governo argentino impede entrada de jornalistas na Casa Rosada
Restrição ao acesso de jornalistas credenciados acende alerta sobre transparência e relação do governo com a imprensa
23/04/2026 11h50 Atualizada há 5 meses
Por: Eduardo Moura | direto de Buenos Aires
Casa Rosada, sede do Governo Argentino, em Buenos Aires
Casa Rosada, sede do Governo Argentino, em Buenos Aires 

Nesta quinta-feira (23), os jornalistas argentinos foram surpreendidos com o fechamento da sala de imprensa na Casa Rosada, sede do governo em Buenos Aires.

A decisão de barrar, ainda que temporariamente, o acesso de profissionais credenciados ao local marca um novo capítulo de tensão na relação entre o poder e a imprensa no país.

Além de fechar a sala, o governo da Argentina suspendeu mecanismos de identificação, como o registro por digitais e, na prática, bloqueou a entrada dos repórteres que cobrem diariamente o Executivo.

Justificativa oficial

A justificativa do governo se baseia em investigações sobre suposta espionagem e vazamentos internos.

A gestão afirma que a restrição é preventiva e necessária até o esclarecimento dos fatos.

Não é a primeira vez que o acesso à Casa Rosada é limitado a jornalistas. No início do mês, profissionais de alguns veículos já haviam sido impedidos de entrar sob alegações semelhantes, o que gerou reação de entidades do setor e de representantes da oposição.

Em entrevsita ao portal Lead, a Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa) manifestou “máxima preocupação” com a decisão do governo e ressaltou que a medida “não encontra precedentes na vida democrática argentina”.

A entidade pede que a proibição seja revista com urgência em defesa do pleno exercício da liberdade de imprensa. 

A deputada federal Mónica Frade, que compõe grupo de oposição a Milei, destacou que o acesso de jornalistas à Casa Rosada não foi restringido nem mesmo durante a ditadura militar.  

“O fechamento do comitê de imprensa da Casa do governo em um país democrático é o pior símbolo possível da fragilidade da democracia argentina”, afirmou.  

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