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Mulheres ampliam participação no mercado financeiro em Brasília
Quase 45 mil mulheres investem em renda variável no DF, refletindo avanço feminino no mercado financeiro
11/03/2026 09h34 Atualizada há 5 meses
Por: Redação
investimento feminino 

O avanço da presença feminina no mercado financeiro é cada vez mais visível em Brasília, com números que espelham uma mudança estrutural no perfil de investidores no país.

Dados da Bolsa de Valores mostram que o número de mulheres que investem em renda variável no Distrito Federal passou de 43.118, em 2024, para 44.938, em 2025.

Os números  indicam um movimento contínuo de entrada no universo da bolsa de valores, um setor historicamente dominado por homens.

No cenário nacional, foram 54.963 novas mulheres investidoras em renda variável em 2025, crescimento anual de 3,98%.

Desde 2021 a base feminina acumulou um salto de 41%, atingindo 1.436.232 investidoras, o que equivale a 26% dos 5,5 milhões de investidores da B3.

fonte: Bolsa de Valores

Segundo a própria Bolsa, mulheres tendem a priorizar segurança, diversificação e buscar preparação antes de entrar no mercado. Esse cenário também se reflete na presença feminina no setor financeiro.

Mais mulheres também dentro do mercado financeiro

Fernanda Rezende, supervisora comercial e assessora de investimentos

A trajetória de Fernanda Rezende, profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro e há 5 anos na XP, é um dos exemplos que ganham destaque na capital Federal.  

Hoje, ela atua como supervisora comercial e assessora de investimentos e detalha como o número de mulheres no setor cresce conforme os anos.

“A presença feminina no mercado financeiro tem evoluído de forma consistente, e em Brasília já observamos cada vez mais mulheres ocupando posições estratégicas e de liderança. Ainda não temos uma representação proporcional, mas o avanço é claro e muito positivo”, afirma Fernanda.

A assessora de investimentos também destaca que a presença feminina agrega novas perspectivas à tomada de decisão no setor.

“As mulheres têm demonstrado uma capacidade muito grande de olhar além dos números, trazendo uma visão mais ampla sobre relacionamento, tomada de decisão e construção de valor no longo prazo.”

Ao longo da carreira, Fernanda Rezende aponta que a trajetória até posições de liderança exige disciplina e evolução constante.

“O mercado financeiro é extremamente competitivo e exige consistência diária. Um dos maiores desafios foi justamente construir uma trajetória baseada em resultados, qualidade nas entregas, credibilidade e na construção de relacionamentos de longo prazo, além da capacidade de liderança”.

Barreiras históricas e mudanças no setor

Mesmo com os avanços demonstrados nos números recentes, Fernanda reconhece que o setor ainda carrega heranças culturais de um ambiente historicamente masculino, mas vê mudanças importantes acontecendo.

“Historicamente, o mercado financeiro foi um ambiente predominantemente masculino, então algumas barreiras culturais naturalmente existiram. Mas hoje vemos uma mudança muito clara. As instituições estão cada vez mais conscientes da importância de promover ambientes diversos e meritocráticos.”

Fernanda também destaca a importância de iniciativas que ampliam o acesso ao setor financeiro.

“Programas de início e transição de carreira, como o XP Future, são fundamentais para democratizar o acesso ao mercado financeiro. Muitas vezes existem talentos extraordinários que apenas precisam da oportunidade certa para desenvolver seu potencial”.

Programas ampliam acesso ao mercado financeiro

O XP Future forma novos assessores de investimentos por meio de uma trilha estruturada que combina treinamento técnico, desenvolvimento comercial e suporte para certificações obrigatórias do setor.

O programa foi desenhado para quem ainda não atua no mercado financeiro, mas tem forte perfil comercial e interesse em construir uma nova trajetória profissional no setor.