O cantor Justin Timberlake entrou na Justiça para tentar impedir a divulgação das imagens registradas por câmeras corporais da polícia no momento de sua prisão por dirigir sob efeito de álcool, ocorrida em 2024 no estado de Nova York.
Os advogados do artista afirmam que a divulgação do material violaria sua privacidade e poderia causar “danos graves e irreparáveis” à reputação do cantor.
Segundo a defesa, as gravações mostram Timberlake em um momento de vulnerabilidade durante a abordagem policial, incluindo detalhes sobre sua aparência, comportamento e o desempenho em testes de sobriedade realizados na estrada.
O material também registra momentos posteriores à detenção.
A prisão ocorreu em junho de 2024, quando o cantor foi parado após supostamente desrespeitar uma sinalização de trânsito e dirigir de forma irregular pelas ruas de Sag Harbor, na região dos Hamptons. De acordo com a polícia, ele apresentava sinais de ingestão de álcool.
Meses depois, em setembro daquele ano, Timberlake aceitou um acordo judicial e se declarou culpado por uma infração reduzida relacionada à condução sob efeito de álcool.
Como parte da sentença, ele foi condenado ao pagamento de multa, ao cumprimento de horas de serviço comunitário e teve a carteira de motorista suspensa por 90 dias.
O vídeo solicitado por veículos de imprensa teria cerca de oito horas de duração e incluiria a abordagem inicial, os testes de sobriedade e o momento da prisão.
As autoridades locais afirmam que pretendem liberar parte das imagens com cortes, atendendo a pedidos baseados na legislação americana de acesso a registros públicos.
Até o momento, o juiz responsável pelo caso ainda não tomou uma decisão definitiva. O tribunal determinou que as partes tentem chegar a um acordo antes de uma nova análise judicial.