Um grupo de ativistas do Greenpeace foi detido nesta quinta-feira (26) durante uma manifestação nas escadarias do Congresso argentino, em Buenos Aires.
O protesto ocorreu no mesmo dia em que o Senado debate alterações na Lei de Glaciares, legislação considerada estratégica para a proteção das reservas de água doce do país.
Segundo a polícia, os manifestantes ultrapassaram as grades de proteção do Congresso, estenderam faixas com críticas aos senadores e colocaram vasos sanitários nas escadarias.
A Polícia Federal prendeu 12 pessoa. Um cinegrafista, que trabalha na cobertura do protesto, foi agredido por agentes da polícia.
De acordo com o Greenpeace, o ato foi pacífico e teve como objetivo alertar para os impactos da proposta em discussão.
As alterações na Lei de Glaciares podem reduzir o alcance das áreas protegidas e transferir maior poder de decisão às províncias, que na Argentina, funcionam como os estados no Brasil.
O que, segundo os ambientalistas, abre margem para atividades econômicas em regiões hoje resguardadas.
A Lei de Glaciares, em vigor desde 2010, estabelece limites para a exploração mineral e outras intervenções em áreas de glaciar e periglaciar, consideradas fundamentais para o abastecimento hídrico.
O debate no Senado segue cercado de tensão política e pressão de diferentes setores. A votação da proposta deve ocorrer nos próximos dias.