Obesidade exige abordagem individualizada para emagrecimento

Proposta amplia avaliação da doença que pode atingir quase metade dos adultos até 2044. O Dr. Diogo Barbosa, médico pós-graduado em medicina integr...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
25/02/2026 às 13h06
Obesidade exige abordagem individualizada para emagrecimento
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A obesidade, caracterizada pelo excesso de peso devido ao acúmulo excessivo de gordura corporal, é atualmente classificada pelo índice de massa corporal (IMC), considerado obesidade quando igual ou superior a 30 kg/m², segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

De acordo com a entidade, uma nova proposta sugere ampliar a avaliação da obesidade, incorporando medidas de gordura corporal e sinais clínicos objetivos, como circunferência da cintura, relação cintura-quadril, relação cintura-altura ou densitometria óssea, mesmo independentemente do IMC.

O Dr. Diogo Barbosa, médico pós-graduado em medicina integrativa e funcional, metabolômica, endocrinologia e longevidade saudável, pontua que a obesidade é uma doença internacionalmente reconhecida há décadas como multifatorial e não pode ser explicada apenas pelo excesso de calorias ingeridas.

"A obesidade é biológica, ambiental, socioeconômica e comportamental, portanto, sofre influência de alterações metabólicas, hormonais, sono ruim, sedentarismo, entre outras. O excesso de calorias é uma condição presente em todos os obesos, porém, direcionar o foco do tratamento apenas para o controle calórico está longe de ser uma solução eficaz", afirma o médico.

Segundo o especialista, um dos principais fatores que contribuem para a obesidade é a resistência insulínica, que ocorre quando a ingestão elevada de carboidratos simples e açúcares estimula a produção de insulina, hormônio responsável por retirar a glicose do sangue e facilitar sua entrada nas células.

"Com o excesso de glicose (açúcar) no sangue, o corpo aumenta a produção de insulina e com o tempo, o próprio aumento constante da insulina faz com que o corpo responda mal a este hormônio, a chamada resistência insulínica. Este processo é a base do diabetes e dificulta muito a perda de peso", explica Dr. Diogo Barbosa.

O médico acrescenta que alterações hormonais podem dificultar o emagrecimento, mesmo com dieta e exercício, porque os hormônios funcionam como "mensageiros" do corpo, regulando suas funções. Com as alterações, o organismo perde parte da capacidade de responder aos estímulos internos e externos, comprometendo o desempenho das funções.

"Por exemplo, na menopausa, a redução dos hormônios ovarianos — principalmente estradiol e progesterona — diminui o gasto energético, favorece o acúmulo de gordura, principalmente abdominal, dificulta o ganho de massa muscular e reduz a densidade óssea, aumentando o risco de fraturas", exemplifica.

Para o Dr. Diogo Barbosa, o metabolismo interfere na resposta ao emagrecimento de maneira diferente em cada pessoa, e entender e respeitar essa individualidade faz com que os resultados apareçam mais rápido e com menos sofrimento.

"Cada indivíduo apresenta metabolismo e respostas próprias a diferentes estratégias. Há pessoas que metabolizam melhor os carboidratos, elevando menos a insulina e apresentando menor resistência insulínica. Alguns pacientes reagem mais a medicações, precisando de doses menores para alcançar os resultados esperados", detalha o médico.

Abordagem metabólica individualizada

O médico esclarece que uma abordagem metabólica individualizada para o emagrecimento deve ser capaz de compreender de forma única as características de cada pessoa, incluindo metabolismo, hormônios, histórico clínico e fase de vida. Segundo ele, com essas informações, é possível elaborar um planejamento direcionado, com estratégias específicas voltadas a objetivos individuais.

"A medicina integrativa e funcional integra o paciente de forma global, considerando que qualquer aspecto do corpo e da vida influencia diretamente as estratégias ou tratamentos. Ela é também funcional porque busca oferecer ao paciente as condições básicas para restabelecer suas funções biológicas, evitando tratar apenas sintomas e sempre procurando a causa", declara Dr. Diogo Barbosa.

Ele ressalta que a abordagem contribui para um emagrecimento mais saudável e sustentável, ao mostrar que a obesidade vai muito além de dietas milagrosas ou da moda. O paciente aprende a incorporar hábitos como alimentação adequada, sono de qualidade, prática regular de exercícios e controle do estresse no dia a dia, de forma permanente.

"As novas medicações, chamadas popularmente de canetas emagrecedoras, são um divisor de águas no tratamento da obesidade e ferramentas para ajudar os pacientes a controlar esta doença. No entanto, muitos pacientes estão acreditando que elas são a solução e, com isto, terceirizando para estas medicações o cuidado que devem ter neste processo de emagrecimento", alerta Dr. Diogo Barbosa.

Um estudo divulgado pela Fiocruz Brasília aponta que 48% dos adultos brasileiros terão obesidade até 2044, e mais 27% terão sobrepeso. Atualmente, 56% dos adultos já apresentam obesidade ou sobrepeso — 34% com obesidade e 22% com sobrepeso. Mantidas as tendências atuais, estima-se que 130 milhões de adultos terão excesso de peso em duas décadas, sendo 83 milhões com obesidade e 47 milhões com sobrepeso.

Para conhecer a abordagem individualizada promovida pelo Dr. Diogo Barbosa. basta acessar: https://drdiogombarbosa.com.br/

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